A agropecuária está destruindo o mundo natural

a agropecuaria está destruindo o mundo naturalCientistas apresentaram o quadro mais claro até agora de como as práticas agropecuaristas estão destruindo o mundo natural, no estudo da Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) publicado na segunda-feira ( 18).

A busca por carne cada vez mais barata nas últimas décadas –a maioria das pessoas, mesmo nos países ricos, consumia significativamente menos carne uma ou duas gerações atrás– gerou uma expansão maciça da pecuária intensiva. Com isso, quantidades imensas de grãos foram desviadas do consumo humano para o consumo animal, exigindo o uso intensivo de fertilizantes, pesticidas e herbicidas e, de acordo com o relatório da Unep, “provocando uma teia de poluição do ar e da água que está prejudicando a saúde humana”.

Os resíduos que escoam desses produtos químicos estão criando zonas mortas nos mares, levando ao crescimento de algas tóxicas e à mortandade de peixes, enquanto outros ameaçam a sobrevivência de abelhas, anfíbios e ecossistemas sensíveis.

De acordo com o relatório da Unep, intitulado “Nosso mundo nutricional: o desafio de produzir mais alimentos e energia com menos poluição”, a produção de carne é responsável por 80% do nitrogênio e fósforo usados na agropecuária. Esses nutrientes são produzidos a um custo global muito alto, mas a maior parte acaba desperdiçada no estrume dos animais. Em algumas regiões do mundo os nutrientes são escassos, resultando em plantações menos produtivas.

A Unep avisou: “A não ser que sejam tomadas medidas, a elevação da poluição e o aumento do consumo per capita de energia e produtos animais vão exacerbar as perdas de nutrientes, os níveis de poluição e a degradação dos solos, ameaçando mais ainda a qualidade de nossa água, nosso ar e nossos solos, afetando o clima e a biodiversidade”.

O professor Mark Sutton, autor principal deste estudo, recomenda que as pessoas dos países ricos sejam  “semitarianas”, (termo que ele próprio cunhou) referindo-se à redução  pela metade do consumo de carne.

Nota : Melhor do que isso é – mesmo que progressivamente – parar de consumir produtos de origem animal. Bons motivos, comida vegetariana saborosa e nutritiva e informação disponível é o que não faltam.

Fonte: Folha

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