Algas podem ser o superalimento do futuro

algas, propriedades nutricionais e potencialidades

Um grupo de empresários está apostando no desenvolvimento de óleos à base de algas para substituir o azeite, usà-las como base para massa de pizza, mistura de brownie e até mesmo creme para café. Eles também estão desenvolvendo pós de lípidio à base de algas e farinhas que os produtores de alimentos podem usar em substituição aos ovos.

Dizem que um tipo de alga – prima do lodo verde que nasce em lagoas – é um superalimento, carregado com proteínas e nutrientes e, quando transformada em óleo, tem menos gorduras do que o azeite de oliva ou óleo de canola.

Uma empresa de combustível renovável sediada San Francisco (EUA), a Solazyme está comercializando seus produtos de algas aprovados pelo FDA. Eles estão livres de alérgenos conhecidos e não contém glúten, de acordo com a empresa. “O pó de lipídios pode reduzir pela metade a gordura de um sorvete, e você não irá notar, ou pode remover os ovos de um pão”, diz Brooks. “Nós esperamos transformar a nutrição sem sacrificar o gosto, a sensação ou o sabor. ”

Da mesma forma, a empresa francesa Roquette, ainda maior no mercado de algas comestíveis, está desenvolvendo uma linha de alimentos à base de algas. Farinhas de algas parecem ter grandes promessas para o mercado vegan.

Algumas empresas já estão incorporando os ingredientes derivados de algas em seus produtos. “Temos projetos com todos os principais fabricantes de alimentos e bebidas. Quer seja a avaliação de ingredientes, ou o desenvolvimento de testes de consumo de produtos que estarão no mercado em breve “, diz Brooks.

“As algas são incríveis. É incrivelmente sustentável, na verdade é algo renovável, já que produzem óleo de alga usando micróbios. Ela não custa à nossa Terra “, diz o especialista em desenvolvimento de alimentos Barb Stuckey, Diretor de Inovação da Mattson, uma empresa de desenvolvimento de alimentos baseada no Vale do Silício que formulou leites e assados à base de algas. “E os ingredientes de algas não têm qualquer ” bagagem” de sabor que seria de se esperar.”

Um “boom de algas” não é tão improvável quanto se poderia pensar. Spirulina, um tipo de alga, tem sido usada de forma regular em alimentos e suplementos há anos, e mais de 90% das fórmulas para lactentes usam óleo de algas como fonte de suas gorduras saudáveis. O tipo de algas que a Solazyme usa é a Chlorella, e por ser cultivada em tanques ao estilo de microcervejarias fechadas, ela não fica verde.

A chlorella é cheia de nutrientes. “Não há nenhum outro lugar onde você pode encontrar óleos saudáveis de triglicerídeos, além de proteínas e micronutrientes”, diz Mark Brooks, vice-presidente sênior da Solazyme, mais conhecida por seus combustíveis à base de plantas. De acordo com o site da empresa para o seu produto alimentar, chamado AlgaVia, as algas contém 63% de proteínas  19% de carboidratos e 11% de lipídios, juntamente com uma série de nutrientes.

A soja foi o primeiro produto à base de plantas que transformou a forma como os vegetarianos se alimentam, mas existem preocupações sobre as potenciais qualidades que imitam estrogênio e o fato de que quase toda soja é geneticamente modificada. De toda forma, preocupações sobre efeitos estrogênicos da soja foram refutadas. “As algas estão em posição para tirar vantagem da soja neste momento”, diz Stuckey.

Os fabricantes de alimentos estão procurando alternativas a proteínas que não mudem a textura ou sabor de seus produtos, e que sejam sustentáveis. Pelo fato de as algas terem uma parede celular resistente, ela não interage com outros ingredientes, por isso, ao contrário de outras proteínas, que podem tornar um alimento macio ou mais grosso ou aerado, as algas tem pouco efeito estrutural.

O maior problema que existe é o custo: é mais barato fazer sorvete com leite do que com algas, no momento.

Com informações do site Fortune.

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