Água, plantas, animais. Campos vibracionais. Todos sensíveis às vibrações, nem todos sencientes

Dr. phil. Sônia T. Felipe

campos-vibracionaisAlém de ler dezenas de livros de neurocientistas sobre o cérebro, a mente, a consciência, a imaginação e a emoção em animais de toda espécie, também li sobre a sensibilidade das plantas (tato, visão, olfato, audição, que são imprescindíveis à propriocepção, mas não bastam para estruturar uma senciência animada), e a sensibilidade dos minerais (As mensagens da água, de Masaru Emoto) que me fez entender o que são campos mórficos ressonantes, pelo menos dez anos antes de ler Rupert Sheldrake, Gary Schwartz, Linda Russek e Linda Kohanov, cujos livros venho citando em outras postagens.

A água sofre (no sentido de ser impactada, do ponto de vista de sua estrutura molecular, pelo toque) vibrações emocionais emanadas de organismos sencientes, por exemplo, raiva e ódio, que emanam do coração, da mente e do corpo de uma pessoa humana, e reverberam no ambiente (pelos gritos ou por movimentos bruscos e violentos) onde essa pessoa está expelindo tal energia desestruturante. São ondas pesadas, longas, que atraem tudo para baixo, em vez de deixar que flutue e voe. As moléculas são empurradas de um lado para o outro no campo reverberado. Toque, som, luz, tudo move tudo. Tudo é movido por essas ondas. Mas para ter senciência é preciso não apenas mover-se, é preciso ter consciência capaz de iniciar movimentos com vistas a alterar a própria emoção e conseguir um resultado ou reação alheios em benefício próprio ou de quem está sob sua proteção.

A vida, neste planeta, é mais de dois terços formada por água. Altamente reverberadora. Nossos tecidos (natureza vegetal), sejamos planta ou animal, são constituídos de água, preponderantemente, basicamente.

Se a água se estrutura e desestrutura de acordo com as vibrações ambientais, os impactos e a agitação, imaginem o quanto de desestruturação “sofremos” (agora no sentido zen budista de ser forçado a desviar-se do eixo, duka, sofrimento) todos, animais e plantas, com ondas vibrantes que sacodem cada partícula do nosso corpo, tirando-as de seus eixos, de seus leitos, de seus ambientes naturais, equilibrados, formadas de água. Essas revoltas particulares causam em nós emoções. E essas, por sua vez, nos movem para um lado ou para o outro, tornando-nos seres propositais, propositivos.

A água tem uma “sensibilidade” para vibrações emanadas de emoções humanas, tanto das amorosas (meditação) quanto das raivosas (xingamentos e gritos), a tal ponto de articular e agrupar, desarticular e repelir moléculas, formar e deformar cristais em desenhos captados por fotografias computadorizadas.

Vamos concluir que “a água sente dor” e “sofre” quando atingida pela vibração do ódio, dos gritos e ruídos dissonantes? Para tanto seria necessário estar ali um sujeito água, marcando, memorizando, guardando e reutilizando a experiência desarticuladora, tudo isso mentalmente, emocionalmente. Entretanto, na água não estão presentes as estruturas neuromentais que permitem a ebulição e a dissipação de emoções.

Acho temerário aplicar conceitos neuroemocionais (psíquicos) para designar reações vibracionais comuns a minerais, plantas e animais de toda espécie.

Além da vibração que sentimos ressoar em nós, quando estamos na presença de alguém destilando ódio e gritando, seja contra nós, seja contra outros seres sencientes, cá estamos, cada um de nós, com uma consciência que filtra e mantém gravada essa vibração, redefinindo nosso desenho mental e emocional para rever o passado, orientar o presente e pressentir o futuro. Isto é senciência. Sensibilidade mais consciência.

Há uma transformação em nós, que nos impede de seguir adiante no mesmo padrão emocional anterior, depois de sermos atingidas por vibrações emocionais desarticuladoras, emanadas de outros seres emocionais como nós. É por conta de compormos um campo mórfico emocional que reverberamos as vibrações positivas ou negativas expelidas de outros seres emocionais. Redesenhar-se continuamente é uma atividade própria do ser senciente, animado, emocionado.

A dor é uma característica de todos os seres que para se manterem vivos precisam se mover no ambiente natural e social. Parafraseando Voltaire, que ironizou Descartes por este ter dito que os animais eram vivos vazios, eu perguntaria: Teria a natureza vegetal uma anomalia tão grave quanto esta, de ser desenhada para sentir dor e sofrer e não ter recebido em seu layout qualquer dos aparelhos que permitem comunicar a dor e o sofrimento aos demais seres? Penso que a natureza teria sido absolutamente perversa se houvesse constituído as plantas para a sensação de dor e de prazer nos moldes como nos constitui, animais de toda espécie. Animastê!

Veggi e Tal - Receitas veganas, Veganismo e Direitos Animais
© 2012 - 2016