MP proíbe que cavalos puxem charretes na Ilha de Paquetá

Cavalos serão substituídos por carros elétricos

Secretaria Municipal defende fim de charretes em PaquetáO Ministério Público do Rio de Janeiro recomendou na manhã desta quinta-feira (19), a retirada dos cavalos utilizados para puxar charretes na Ilha de Paquetá. O objetivo da medida é acabar com os crimes de maus tratos contra animais, cometidos na localidade, e outras infrações penais resultantes da atividade.

A ação, coordenada pelo secretário de Governo Pedro Paulo e acompanhada pela promotora de Justiça Christiane Monnerat, é resultado de uma recomendação expedida pela 19ª Promotoria de Investigação Penal ao Município. No documento, a promotora destaca que as infrações praticadas em Paquetá, de forma contínua e repetida, vêm trazendo prejuízos irreversíveis ao meio ambiente, que incluem a poluição hídrica por meio do despejo dos dejetos dos animais in natura na Baía de Guanabara.

A Lei 7.194, de 7 de janeiro de 2016, proíbe a utilização de animais para situações de fretamento. O transporte na ilha deverá ser substituído por outro meio lícito e devidamente regulamentado, de modo que os charreteiros possam ser realocados para novo trabalho, garantindo sua subsistência.

Os 31 cavalos que eram usados em charretes na Ilha de Paquetá vão ser levados para uma fazenda modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. As pessoas que trabalhavam no transporte feito pelas charretes irão atuar em carros elétricos, semelhantes aos transportes usados no golfe. A medida foi estabelecida após dois anos de negociação.

O presidente da comissão de proteção aos animais da OAB, Reinaldo Veloso, comemorou a determinação e afirmou que o Rio está servindo como exemplo para o país. “Foi uma luta incessante, hoje é um dia muito especial para todos nós. Hoje é um dia de muita alegria porque o Rio está sendo exemplo para o Brasil inteiro”, disse

Ainda de acordo com Veloso, uma perícia foi feita e diversas irregularidades foram encontradas no ambiente em que os cavalos ficavam. “Encontramos muitos maus tratos, o próprio laudo pericial apontou as patas todas machucadas. Na hora do descanso, eles ficavam em locais insalubres, duros, com umidade. Tinham doenças crônicas, desvios de coluna, enfim, um verdadeiro laudo do terror”, afirmou.

Com informações de Manchete Online e G1

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