Como a ciência tenta explicar pessoas que caçam animais por prazer

Assim como a maioria das opressões do mundo, tem a ver com poder

caca-prazerNo último fim de semana, a americana Aryanna Gourdin, de 12 anos, ficou conhecida por toda a internet. O motivo não foi nobre: em sua página do Facebook, a jovem posta várias imagens de suas excursões de caça, muitas das quais aparece ao lado dos animais que matou.

Em entrevista ao telejornal Good Morning Britain, Gourdin afirmou que caçar é uma tradição de família e que o faz desde os 7 anos. “E eu gosto bastante do gosto da carne dos animais que matamos”, disse. O entrevistador perguntou ainda como ela se sentiria se matassem seu gato de estimação e postassem fotos disso nas redes sociais, ao que a garota respondeu: “Como assim? Só porque eu caço não posso ter um gato?”.

Não é a primeira vez que um caçador ganha tamanha projeção. Em 2015, o dentista americano Walter Palmer pagou mais de US$ 55 mil para que outros caçadores atraíssem o leão Cecil para que pudesse matá-lo — o que fez com facilidade. Assim como Gourdin, Palmer foi muito criticado. “Eu sempre caçarei. É algo que milhares de pessoas fazem e nunca vou parar”, disse a garota no Good Morning Britain.

É bem provável que ela esteja sendo sincera. Em uma pesquisa realizada em 2003, a socióloga Amy Fitzgerald, da Universidade de Windsor, no Canadá, afirma que as pessoas caçam porque é uma demonstração de poder e prestígio. No estudo publicado no periódico Visual Studies, ela e sua equipe analisaram cerca de 800 imagens de caçadores com suas caças publicadas em revistas do segmento. A maior parte das fotos mostrava o domínio do caçador sobre o animal, normalmente o humano era fotografado sentado sobre os animais ou o segurando, demonstrando a dinâmica de poder da situação. Nas imagens o animal estava “arrumado”, ou seja, o sangue era limpado e as feridas eram escondidas da visão, para que o bicho parecesse vivo e os caçadores fossem retratados como heróis que domaram as ‘feras”.

Fonte: Galileu

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