Comida suicida

Comida suicida, por definição, é “qualquer representação de animais que agem como se desejassem ser consumidos”, segundo Ben Grossblatt, o criador do blog instigante e perturbador de mesmo nome (suicidefood.blogspot.com). Durante cinco anos, Grossblatt tem coletado imagens de animais em anúncios onde estão ansiosos para participar da sua própria morte. De suínos que alegremente cortam fora partes de seus próprios corpos, a um peru entupindo-se de molho e ansiosamente fervendo-se vivo – uma infinidade de imagens de comida suicida que elucidam de quais maneiras a publicidade de fast food procura disfarçar e distanciar consumidores da experiência verdadeira de comer animais.

Descrevendo explicitamente animais como participantes ativos em suas próprias mortes, imagens de alimentos suicidas procuram implicitamente:

Dessensibilizar os espectadores – por banalizar a vida e a morte do animal em um frequente pastelão, ou de maneira “bem-humorada”.

Acalmar a culpa, culpando a vítima – o animal ou é mostrado matando a si próprio ou seduzindo o espectador a comê-lo(a) dando a impressão de que o animal quer morrer para o bem maior da humanidade, age para absolver a culpabilidade dos consumidores.

Desvalorizar a vida animal não-humana – reduzindo a vida de um indivíduo a um objeto ou mercadoria que pode e “deve” ser comprado, vendido e consumido.

Reificar normas de gênero e valores patriarcais – através do uso de imagens sexualmente sugestivas, tanto mulheres quanto animais não-humanos são retratados como algo, em vez de alguém.

Fonte: Uncooped – Suicide Food

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