Ex-funcionários de fazenda na Espanha são condenados à prisão, mas têm pena suspensa

Ong Igualdad Animal vai recorrer da decisão. Outros dois acusados não compareceram e estão foragidos

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Cena do vídeo que denuncia a tortura e morte dos porcos na fazenda El Escobar

Dois dos acusados pela tortura e morte bárbara com uma espada à vários porcos em uma fazenda na Espanha foram condenados a um ano de prisão e três de inibição do direito de trabalhar com animais, mas não precisarão cumprir pena na prisão, tal como foi solicitado pela acusação, a ONG Igualdad animal. Os outros dois acusados não apareceram e estão foragidos.

Esta condenação de um crime continuado de abuso animal é o máximo imposto pelo Código Penal do país para tais atos, mas como nenhum dos dois condenados que compareceram ao julgamento possuem antecedentes criminais, a pena é inferior a um ano e não há responsabilidade civil, a entrada na prisão foi suspensa.

A juíza do Tribunal Penal de Cartagena onde foi realizado o julgamento lembrou os dois ex-funcionários da fazenda de El Escobar que, para que não sejam presos, eles não podem infringir nenhuma lei nos próximos três anos e terão que passar por um programa de sensibilização e proteção aos animais.

A decisão final, a qual foi aceita pela defesa e acusação, será recorrida pela Igualdad Animal. “Por um lado o julgamento correu bem, porque eles foram condenados com a pena máxima, um ano de prisão, e é uma das maiores condenações por abusar de animais de fazenda na Espanha, mas por outro lado, é totalmente inadequado porque por não terem antecedentes, a juiza suspendeu a prisão “, disse ao El Mundo após o julgamento Javier Moreno, da Igualdad Animal.

O advogado da ONG, Daniel Dorado, alertou que apesar da sentença máxima, ela demonstra a necessidade de reforma do Código Penal.

“Enfiar uma espada de oitenta centímetros cinquenta vezes em um porco não pode ficar impune”, observou Moreno, cuja organização já recolheu 85.000 assinaturas pedindo para que estes réus sejam presos.

Além dos dois réus, o julgamento está pendente contra outros ex-funcionários da fazenda envolvidos nos acontecimentos, que ocorreram em 2012, o qual será realizado quando eles forem localizados pelas autoridades judiciais.

Os fatos julgados no final de setembro vieram à luz em 2012 na sequência da denúncia de um ex-funcionario da fazenda, que forneceu o vídeo de 6:40 minutos de duração à Igualdad Animal (reveja aqui).  O proprietário da empresa  responsável pela exploração da fazenda, que segue ativa, Agropecuaria El Escobar SA, informou na época que não sabia o que estava acontecendo no local e disse que a denúncia do funcionário era “uma vingança pessoal” .

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