Escândalo revela podres da indústria da carne no Brasil

Operação da polícia federal em grandes frigoríficos revela que carne vencida, estragada ou moída com papelão era comercializada dentro e fora do Brasil.

A Justiça expediu 38 mandados de prisão contra pessoas ligadas a frigoríficos e ao Ministério da Agricultura nesta sexta-feira.Os presos são suspeitos de burlar a fiscalização sanitária e vender carne contaminada e vencida. A operação, batizada de Carne Fraca, foi deflagrada pela PF de Curitiba.

Dos 34 funcionários públicos federais investigados, 20 já foram presos; também foram presos executivos de grandes grupos.

A operação mobilizou 1.100 policiais federais principalmente nos estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás. A Polícia Federal diz que grandes frigoríficos de todo o Brasil pagavam propina para vender os produtos irregulares.

Um dos métodos usados para disfarçar o aspecto de carne podre é maquiá-la com produtos como o ácido ascórbico,que mantém a cor rosada.

Segundo o médico Luis Fernando Correia, comentarista do boletim “Saúde em foco” da CBN, o consumo destes produtos pode até levar à morte:

“A carne que está sendo processada é um material vivo. Com isso, se não for manipulado com cuidado, se não for armazenado de maneira adequada, bactérias vão se instalar, se reproduzir, e produzir toxinas, que podem causar quadros imediatos, ou ainda pior, se instalar no intestino, e causar quadros diarréicos muito intensos. Se o paciente tiver a saúde mais frágil, pode, inclusive levar à morte”.

Atualmente o país é o maior exportador de carne de vacas e de galinhas, mas o escândalo já repercute internacionalmente, o que deve barrar o envio destes produtos ao exterior.

Já a barbárie cometida contra os animais não é citada na investigação e só podemos imaginar os horrores pelos quais passa cada indivíduo vítima desta indústria. Exploração, crueldade, insalubridade e falta de ética para com humanos e não-humanos: este é o preço que se paga pela carne e outros produtos de origem animal.

Veggi e Tal - Receitas veganas, Veganismo e Direitos Animais © 2012 - 2017