Estudo: marketing “protege” consumidores de animais da empatia

Para comer animais, as pessoas precisam separar-se mentalmente deles

A vida secreta dos porcosUma série de cinco estudos realizados na Noruega e nos Estados Unidos por pesquisadores da Universidade de Oslo explorou a dissociação psicológica que pessoas experienciam entre a carne como produto alimentar e os animais de onde ela vem.

Os pesquisadores mediram os níveis de empatia que mais de 1.000 participantes sentiram pelos animais, dependendo do estado em que foram apresentados.Os três primeiros estudos concentraram-se na dissociação visual, com o primeiro apresentando um frango preparado inteiro, somente as coxas e como filés. O segundo estudo apresentou um porco assado, tanto com a cabeça ligada ao corpo quanto sem, enquanto o terceiro mostrou aos participantes uma propaganda de costeletas de cordeiro – uma exibindo um animal vivo e a outra exibindo cortes de carne.

Nos três estudos os participantes mostraram mais empatia para com o animal inteiro, e até mesmo pedindo uma opção vegetariana quando se apresentou o porco preparado com a cabeça. “Carne altamente processada torna mais fácil distanciar-se da ideia de que se trata de um animal,”  disse  Jonas R. Kunst , um dos pesquisadores .

O quarto e quinto estudos focaram em palavras. Os participantes sentiram mais empatia para com palavras como “porco” e “vaca” quando elas substituíram  “carne suína” e “carne bovina” em um menu. No último estudo, os pesquisadores substituíram a palavra “morto” e “abatido” pela mais agradável “ceifado”, que os participantes indicaram transmitir menos repugnância. “A apresentação da carne pela indústria influencia a nossa vontade de comê-la”, diz Kunst. “Nosso apetite é afetado tanto pelo que chamamos de prato que comemos quanto por como a carne é apresentada a nós.”

Esta pesquisa é a primeira em que cientistas comprovaram empiricamente a “hipótese de dissociação” defendida de longa data por ativistas dos direitos dos animais, que diz que quem come carne deve possuir um certo nível de distanciamento psicológico de um animal, a fim de consumi-lo.

Com informações de VegNews

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