Ex-fazendeiros de carne e laticínios que se tornaram ativistas veganos

As seguintes pessoas são a prova cheia de esperança de que, mesmo aqueles que mais têm a perder renunciando à exploração animal, podem ser éticos e corajosos o suficiente para mudar:

1. Jan Gerdes, ex-produtor de leite

jan-gerdesHof Butenland é um santuário para animais de fazenda no norte da Alemanha, fundado por Jan Gerdes & Karin Muck. Jan foi fazendeiro por muitos anos, mas depois de uma mudança de coração que incluía a decisão de ser vegan, ele converteu a fazenda em um santuário e prometeu dedicar o resto de sua vida a cuidar de animais de criação e trabalhar para acabar com a sua exploração. Falando sobre os animais que ele uma vez utilizou, comeu, e rotineiramente enviou para abate, Jan diz:

“Antes, eu neguei que gostasse deles. Não havia outra maneira. Eu queria ganhar a vida. E agora eles são como companheiros. Você está feliz, você fala com eles. Você fala a uma vaca como a um porco ou um a gato ou um a cão; Eu não vejo nenhuma diferença. Todos eles têm suas qualidades e ficam felizes quando eu falo com eles – e eles dizem alguma coisa. Realmente é uma ótima maneira de vivermos juntos”.

 Live and let Live (viva e deixe viver), um novo documentário explorando a nossa relação com os animais criados para consumo, a história do veganismo, e as razões que motivam as pessoas a se tornarem veganas, conta mais sobre o santuário. Você também pode acompanhar a fanpage do santuário no Facebook.

2. Harold Brown, ex-fazendeiro de carne e leite

Ex-fazendeiros de carne e laticínios que se tornaram ativistas veganosHarold Brown foi um fazendeiro de carne e leite. Ele nasceu em uma fazenda de gado nos EUA e passou mais da metade de sua vida na pecuária. Depois que uma crise pessoal de saúde obrigou-o a confrontar a incidência de doenças cardíacas em sua família, ele se tornou vegan. Viver em ótima saúde numa dieta plenamente vegetariana o levou a reexaminar todos os seus pressupostos anteriores sobre os animais que comemos, e ele logo passou por uma profunda convicção de que a exploração e matança de animais para alimentação é imoral. Agora, um ativista vegan, ele é o fundador da Farm Kind e um dos temas do documentário Peaceable Kingdom.

Quando perguntado sobre a chamada pecuária humanitária, Harold escreve:

“Tenho ouvido muitas vezes a palavra “humanitária” sendo usada em relação a carne, laticínios, ovos e outros produtos … Eu sempre achei isso curioso, porque o meu entendimento é que humanitário é agir com bondade, ternura e misericórdia. Posso dizer-lhe como um ex- fazendeiro que, embora possa ser verdade que você possa tratar um animal de fazenda gentilmente e mostrar ternura em relação a eles, misericórdia é algo diferente.

… Eu mal pensava duas vezes sobre as coisas que eu tinha que fazer na fazenda: transportar gado, castrações, descorna, e eu fiz minha parte matando também.

Hoje em dia eu me pergunto, tanto do ponto de vista do meu velho eu quanto do meu novo eu, o que significa humanitário na forma como está sendo empregado? O velho eu diz: “Isso é uma palavra estranha para associar com carne, laticínios e ovos, mas hey, se vende mais produtos, por que não?” O novo eu pergunta: “Olhando para o dia que passou, eu poderia e o fiz, criei animais com bondade e ternura, mas como é que eu lhes mostrei misericórdia?  “Misericórdia – uma característica humana única de abster-se de fazer o mal?”

3. Cheri Ezell, ex-produtora de leite

Ex-fazendeiros de carne e laticínios que se tornaram ativistas veganosCheri Ezell trabalhava como produtora de leite de cabra quando conheceu seu marido, Jim Vandersluis, um produtor de leite de vaca.

Ela relata:

“Um dia eu entrei no celeiro, enquanto ele estava fazendo a ordenha e notei uma bezerra obviamente doente. Quando eu questionei o que aconteceria com ela, ele me disse que, independentemente da doença da bezerra, ela seria enviada a um negociante de gado, onde seria vendida por sua carne. Eu aprendi que as vacas leiteiras têm de ser criadas todos os anos a fim de continuar a produzir leite, e como os seus bezerros são tomados delas logo após o nascimento, eles têm sorte se ficarem com o colostro de sua mãe, que é o primeiro leite e é importante para a sua sobrevivência. Enquanto algumas bezerras são mantidas como novilhas de reposição, a maioria é enviada para abate ou produção de vitela, que é uma vida muito curta, e não é uma vida feliz.

As verbalizações feitas pela mãe e pelo bebê, que criam vínculo, são apenas um pequeno aspecto de suas vidas emocionais que nós, humanos, rompemos. A mãe chama por seu bebê por muitos dias depois de eles estarem separados. Como pode uma coisa dessas ser alguma vez chamada de “humana?”

Com o tempo, a nossa consciência não nos permitiria continuar ordenhando vacas para fins de produção de laticínios. Em vez disso, aumentamos o rebanho caprino e começamos a vender leite de cabra. Eu pensei que talvez essa fosse uma alternativa – eu poderia ter os animais e o leite, e os bebês poderiam se tornar animais de estimação … Mas ainda tinha que ganhar a vida, e eu logo percebi que não poderia ganhar dinheiro suficiente a partir da quantidade de leite que eu estava produzindo e os bebês se tornando pets. Havia tantos bebês, a cada ano você tem que ter mais bebês. E não há muitas pessoas interessadas em comprar cabras como animais de estimação.

Em certas comunidades, é tradição comer carne de bebê cabra durante o feriado de Páscoa. Por isso, nossa fazenda ficava lotada toda primavera por pessoas atrás de cabritinhos. Nós pesávamos os filhotes de 10 a 15 kilos, e os clientes pagavam. Eles eram então amarrados e, literalmente, jogados no porta malas ou na traseira de uma pick-up como uma bagagem. Jim logo começou a dizer: “Vou levar a cabra”, e gentilmente a colocava no veículo. Um dia, estávamos de pé junto à porta do celeiro das cabras, ouvindo um dos nossos cabritinhos ser levado embora, chorando no porta-malas do carro. Foi nesse momento horrível que Jim e eu olhamos um para o outro, com lágrimas nos olhos e começamos nossa jornada para uma vida que não mata.”

Jim e eu, desde então, deixamos a indústria de laticínios e convertemos nossa fazenda em um santuário para animais de criação, animais selvagens, e animais de companhia … para Jim e eu, agora há uma distinção muito clara entre uma fazenda humana e uma desumana. A humana está cultivando uma alimentação baseada em vegetais. A desumana está criando qualquer ser sensível para produção e consumo “.

Leia o relato completo de Cheri sobre sua transição e de seu marido ao veganismo e ao ativismo aqui. Você pode também acompanhar a sua história no documentário Peaceable Kingdom.

4. Howard Lyman, ex-fazendeiro de carne e leite

Howard Lyman“As pessoas que eu conhecia que estavam envolvidas na produção animal eram boas pessoas, apenas tentando fazer o melhor que sabiam para o que imaginavam ser a razão certa – alimentar uma país com fome. Elas acreditavam que estavam fornecendo uma necessidade absoluta: proteína de primeira qualidade. Algo que está arraigado neles desde que eram crianças: “Coma sua carne”.”

Howard Lyman faz parte da quarta geração de pecuaristas que converteu uma pequena fazenda orgânica de leite em um fazenda de carne e laticínios de confinamento intensivo, com 7.000 bovinos. Ele também criou galinhas, perus, porcos, animais de fazenda durante mais de 20 anos. Em 1990, muito acima do peso e enfrentando problemas de saúde relacionados à pressão arterial e níveis de colesterol muito altos, ele decidiu se tornar um vegetariano. Experimentando uma completa reviravolta em sua saúde, Lyman virou vegano um ano depois e logo teve uma profunda mudança de coração sobre a ética de comer animais. Ele converteu seu rancho em um santuário de vida selvagem, e desde 1991 tem viajado o mundo falando e defendendo o veganismo, a agricultura orgânica e os direitos animais.

Em uma entrevista, Lyman recorda o momento difícil em que descobriu que já não podia virar as costas para a morte de animais que não temos qualquer necessidade de prejudicar:

“A questão não era ‘Eu sou bom para meus animais? ou: ‘Será que eu os alimento bem?’ mas, ‘Meu Deus, deveríamos comê-los? … Eu estava no banheiro e me olhando no espelho: foi tão traumático para mim que eu arranquei a maldita pia da parede.

Essa foi uma porta de minha alma que eu nunca tinha aberto antes. E uma vez que eu a abri, eu nunca poderia fechá-la novamente, porque eu sabia como esses animais ficavam quando iam para a morte. Eu via isso em seus olhos, e eu era a pessoa que os colocava lá. Era como se tudo o que você acreditava ser justo e santo estivesse de repente em risco. Eu poderia realmente permitir que minha mente escolhesse isso?

E eu tinha a coragem intestinal para entender a diferença e fazer uma mudança? Você vai até sua esposa, quando você tem uma operação multimilionária e diz: ‘Espere um minuto: Eu acho que o que estamos fazendo é errado’? Percebi que meu sustento foi construído sobre areia. Tudo o que eu tinha acreditado em toda a minha vida estava em risco, porque lá estava eu com uma empresa construída sobre a matança de animais”.

Lyman escreveu dois livros, Mad Cowboy: Plain Truth from the Cattle Rancher Who Won’t Eat Meat e No More Bull! The Mad Cowboy Targets America’s Worst Enemy: Our Diet. Ele também mantém um site educacional, madcowboy.com. A vida e trabalho de Howard Lyman também são objeto de Mad Cowboy: The Documentary, e sua história é destaque no documentário Peaceable Kingdom.

5. Bob Comis, ex-criador de porcos e ovelhas

bob-comisNo final de abril de 2011, em seu blog sobre animais criados no pasto – destinado à comunicação com sua base de clientes “locavore” (que consomem produtos locais) – o fazendeiro de porcos e ovelhas Bob Comis postou uma séria reflexão pessoal, intitulada, “Pode ser errado comer carne ” :

“Esta manhã, quando olho pela janela para um pasto crescendo rapidamente, cheio de cordeiros brincando, estou sentindo muito que pode ser errado comer carne, e que eu poderia de fato ser uma pessoa muito ruim por matar animais para ganhar a vida . ”

Quinze meses depois, ele fez uma postagem igualmente angustiada, mas mais substancial sob o título, ” A Garra da Ética” (que foi traduzido e publicado na íntegra pelo Veggi & Tal, clique aqui para ler):

Quando eu penso sobre o debate em torno da ética do consumo de carne, muitas vezes eu me pergunto: por que é tão difícil para os comedores de carne de admitir que matar animais para comer sua carne é antiético? Na verdade, eu não consigo pensar em um só argumento ético em favor do abate de animais por sua carne.

A maneira mais simples de colocar isto é que o abate de animais para produção de carne é uma transgressão ética socialmente permitida. Permissão da sociedade não torna isso ético, apenas faz com que seja aceitável. A escravidão foi durante séculos socialmente admissível (apesar do fato de que havia sempre uma minoria de pé firmemente contra ela). Será que isso a torna menos antiética? Eu duvido que alguém hoje diria que sim.

Como um criador de porcos, eu vivo uma vida antiética envolta nas armadilhas da justificação e da aceitação social. Há mais, até, do que a aceitação simples. Há realmente uma celebração pela maneira como eu crio os porcos. Pelo fato de que dou aos porcos uma vida o mais próximo do natural possível em um sistema não-natural, eu sou honrado, eu sou justo, eu sou humano – enquanto o tempo todo por trás dos panos, eu sou um senhor de escravos e um assassino. Olhando de frente, você não pode ver. Criar e abater suínos humanitariamente parece perfeitamente normal. Para ver a verdade, você tem que olhar de soslaio, como um porco faz quando sabe que você está tramando algo. Quando você vê com o canto do olho, na periferia de sua visão embaçada, você vê que a carne é na verdade um assassinato.

…O que eu faço é errado, apesar da sua aceitação por quase 95 por cento da população americana. Eu tenho certeza disso – mesmo que eu ainda não possa agir sobre isto. Algum dia isto deve parar. De alguma forma, precisamos nos tornar o tipo de seres que podem ver o que estamos fazendo quando olhamos de frente, o tipo de seres que não tecem escuras e contundentes capas para sustentar, com aceitação e celebração, o grosseiramente antiético. Mais fundo, muito mais profundo, nós temos a obrigação de comer de maneira diferente.

Comis tornou-se recentemente um vegetariano ético, com a intenção de tornar-se vegano. No meio de uma grande transição de vida, ele está convertendo sua fazenda em plantação, e agora publica amplamente sobre a questão de comer animais. Você pode ler sua crítica sobre abate humanitário aqui (em inglês) .

 

As próximas duas pessoas não criaram animais para ganhar a vida, mas são filhos de fazendeiros e cresceram em fazendas de carne ou leite:

 

6.  Colin Campbell

colin-campbellDr. Colin T. Campbell é um bioquímico norte-americano cuja investigação centra-se sobre os efeitos da nutrição na saúde humana a longo prazo.  Como cientista, ele advoga por uma dieta 100% vegetariana, ressaltando a base empírica para a sua posição. Seus livros, artigos e palestras têm sido extremamente influentes no caminho de muitas pessoas ao veganismo, solidificando o fato de que seres humanos podem facilmente prosperar sem consumir nenhum produto de origem animal.

Junto de seu filho, Dr. Campbell é co-autor do best-seller internacional O Estudo da China, com base em seus resultados de um projeto de pesquisa de 20 anos realizada sob os auspícios da Universidade de Cornell, Universidade de Oxford e da Academia Chinesa de Medicina Preventiva, e descrito pelo The New York Times como “o Grand Prix da epidemiologia.” O Estudo da China analisa a relação entre consumo de produtos de origem animal (carne, ovos e laticínios) e doenças crônicas, incluindo doenças cardíacas, diabetes, câncer de mama, câncer de próstata e câncer de cólon. Com base em uma meta-análise das taxas de dieta e doenças em milhares de pessoas em populações rurais de Taiwan e China, Dr. Campbell conclui que as pessoas que comem alimentos integrais, à base de vegetais e excluindo todos os alimentos de origem animal, podem evitar, reduzir, e em muitos casos, inverter o desenvolvimento de inúmeras doenças, incluindo a maioria das principais doenças Ocidentais fatais.

Talvez a coisa mais surpreendente sobre este estudo e trabalho subsequente em sua vida é que o Dr. Campbell passou toda a sua infância e parte da idade adulta vivendo e trabalhando na fazenda leiteira de sua família, e comprometeu-se no Estudo China com a crença de que a proteína animal era uma parte essencial de uma dieta saudável. Ele agora ensina que a caseína, a principal proteína do leite e produtos lácteos, é o agente cancerígeno mais significativo que consumimos. Aqui está um trecho de um documento que ele apresentou ao Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável:

“Fui criado em uma fazenda de vacas de ordenha até meus tempos de estudante de pós-graduação em nutrição da Universidade de Cornell. Pela minha pesquisa de doutorado eu investiguei, com efeito, como fazer com que a produção de leite, carne e especialmente proteína animal fosse mais eficiente. Mais tarde, fui para o Departamento de Bioquímica e Nutrição e coordenei um projeto financiado pelo Departamento de Estado, destinado a organizar um programa nacional de melhoria da saúde das crianças desnutridas, nas Filipinas, especialmente para garantir uma boa fonte de proteína, de preferência de ‘ alta qualidade’ à base de proteínas animais.

Mas eu me deparei com uma surpresa. As poucas pessoas que consumiram dietas ricas em proteínas foram mais suscetíveis ao câncer de fígado primário … Meus colegas e eu, em seguida, embarcamos em um programa basico de pesquisa para investigar o efeito surpreendente do consumo de proteína no desenvolvimento do cancer. Suportado inteiramente com dinheiro público, nós exploramos em profundidade ao longo de 27 anos, várias características desta associação. Nós precisávamos confirmar esta observação, determinando como funcionava. Nós dois. Os resultados foram profundamente convincentes e, ao longo do caminho, ilustrou vários princípios fundamentais de Nutrição e Câncer.

–  O crescimento do tumor pode ser alternadamente ligado e desligado por dietas contendo níveis mais altos e mais baixos de proteína, respectivamente.

–  A dieta de proteína promoveu o crescimento do tumor, mas apenas em níveis dietéticos acima da necessária para uma boa saúde (cerca de 10% da energia total).

–  Embora a proteína na dieta não iniciou câncer, favoreceu a iniciação e, mais importante, promoveu o crescimento do tumor.

–  O efeito da proteína poderia ser explicada por vários mecanismos bioquímicos, parecendo agir em sinergia.

–  A proteína dietética com este efeito de promoção de tumor foi a caseína, a principal proteína do leite de vaca. Duas proteínas de origem vegetal, soja e trigo, não promoveram o crescimento do tumor, mesmo no nível mais elevado.

–  O efeito da caseína no crescimento do tumor é muito provável que se estenda a outras proteínas de origem animal, igualmente.

–  Com base nos critérios utilizados pelo programa do governo para determinar se os produtos químicos são cancerígenos, a caseína é muito provavelmente o químico cancerígeno mais relevante que consumimos.

No entanto, eu questiono estudos focados em agentes individuais e eventos únicos, porque a eles geralmente falta o contexto mais amplo. Assim, buscou-se  este contexto mais amplo dentro do qual a caseína e, talvez, proteína animal de um modo geral, relaciona-se à saúde humana. Surgiu uma oportunidade para nós de realizar esse estudo entre os indivíduos humanos na China rural, onde vários tipos de câncer foram geograficamente localizados e onde as dietas continham quantidades relativamente pequenas, mas variadas, de alimentos de origem animal. Na procura desse contexto maior neste estudo de âmbito nacional, aprendemos – a partir de várias perspectivas – que quantidades relativamente pequenas de alimentos de origem animal (e / ou a falta de alimentos vegetais integrais) nutricionalmente conspiram para causar doenças degenerativas como câncer, doenças cardiovasculares e outras doenças comumente encontradas em países altamente industrializados.

Essas experiências me levaram a uma visão sobre alimentação e nutrição que é substancialmente diferente daquela com a qual eu comecei minha carreira de investigação, especialmente no que diz respeito ao meu caso de amor pessoal e profissional com o leite de vaca e seus produtos “.

Para saber mais, visite thechinastudy.com. Você também pode assistir ao documentário de saúde Forks Over Knives , inspirado pelo trabalho do Dr. Campbell.

7. Helen Peppe

Helen PeppeHelen Peppe cresceu caçula de nove filhos em uma fazenda nos EUA, onde viveu até a faculdade. Em seu livro de memórias recentes, Pigs Can’t Swim, ela relata como as primeiras conexões que ela fez com os animais criados e mortos na fazenda de sua família levaram-na à decisão de se tornar vegetariana na infância (e vegan na idade adulta), e do mundo muitas vezes solitário que ela habitava como resultado dessa decisão.

De Pigs Can’t Swim:

“Eu olhei para a pilha de corpos decapitados, o tronco na floresta e as cabeças em torno dele, as expressões não de surpresa, mas de medo, olhos bem abertos. Qual foi a última coisa que elas tinham visto, parte de uma árvore, grama, o machado, a próxima galinha da fila? Será que duas delas se lembraram de quando eram filhotes, quando tinham sido acariciadas e amadas? Será que seus cérebros mostra-lhes imagens de um determinado momento, imagens do passado e do presente? De futuro? Eu tinha visto cães, cavalos e porcos sonhando, suas pernas trotando durante o sono, suas pálpebras tremulando enquanto gemiam ou resmungavam. Será que as galinhas sonham, também? Eu olhei para a pilha de corpos decapitados e sabia que eu não iria comer qualquer um deles, sabia que nunca iria comer qualquer animal de novo, porque como eu poderia comer qualquer coisa que pudesse desfrutar atenção ou que pudesse ter seus próprios sonhos?

Observando as mortes de tantos animais, animais que gostavam de brincar nas pastagens e nas baias com seus cordeiros, bezerros e leitões, eu queria protegê-los, para salvar suas vidas. ”

Você pode ler uma entrevista com Helen Peppe no Vegan Publishers  (em inglês). Saiba mas sobre ela em em helenpeppe.com.

O artigo termina com o vídeo que mostra amizade, liberdade e felicidade, de um dos residentes resgatados pelo santuário Hof Butenland, um bezerro chamado Fiete, :

 

Artigo do Free From Harm, traduzido e adaptado pelo Veggi & Tal.

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