Comer feijão em vez de carne reduziria drasticamente a emissão de gases do efeito estufa

Uma equipe de pesquisadores de quatro universidades americanas diz que a chave para reduzir gases nocivos do efeito estufa no curto prazo pode ser facilmente encontrada em nossos pratos.

A equipe, liderada pela pesquisadora da Universidade de Loma Linda, Helen Harwatt, sugere que uma  mudança nos hábitos alimentares teria um grande impacto no meio ambiente: se a população dos EUA comesse feijão em vez de carne bovina, o país atingiria aproximadamente 50 a 75 por cento de seus objetivos de redução de emissão de gases do efeito estufa para 2020.

“Dada a novidade, esperamos que o estudo seja útil para demonstrar o quanto uma mudança de impacto na produção de alimentos pode fazer, e aumentar a utilidade de tais opções na política de mudanças climáticas”, disse Harwatt.

Em um artigo de 10 páginas publicado em 12 de maio, Harwatt e seus colegas observaram que alterar a dieta para a mitigação da mudança climática é atualmente um tema quente entre os formuladores de políticas, acadêmicos e membros da sociedade em geral. O artigo, intitulado “Substituting beans for beef as a contribution towards U.S. climate change targets” pode ser encontrado on-line.

Além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, Harwatt e sua equipe concluíram que trocar de alimentos de origem animal para alimentos de origem vegetal poderia ajudar a evitar o aumento da temperatura global.

O estudo, que foi conduzido enquanto Harwatt trabalhava em pesquisa de nutrição ambiental na Universidade de Loma Linda, também descobriu que a produção de carne é um uso ineficiente de terras agrícolas. A substituição de carne por feijão liberaria 42 por cento das pastagens dos EUA atualmente em cultivo – um total de 1,65 milhões de quilômetros quadrados.

Com informações de Science Daily