Animação ‘Festa no Céu’ fala da coragem para se opor às tradições danosas

festa-ceu-animais‘Festa no Céu’ (The Book of Life), animação de 2014 produzida por Guillermo del Toro, é uma vibrante e colorida aventura através de mundos mágicos. A história gira em torno de cinco personagens: Manolo, nascido em uma família de toureiros, quer ser músico, enquanto seu amigo Joaquin vem de uma família militar e aparenta sentir-se confortável em seguir a mesma carreira. Ambos são apaixonados pela amiga Maria, que ama a liberdade e defende os direitos dos animais. Apostar com qual dos dois ela eventualmente se casará se torna uma disputa entre dois deuses da vida após a morte, Xibalba e La Muerte, que governam reinos opostos: O primeiro é o rei da terra dos esquecidos, enquanto La Muerte conduz o território das almas lembradas e celebradas por seus entes queridos todos os anos no Dia dos Mortos.

Inspirada na cultura mexicana, à primeira vista a história parece ser totalmente tradicional – os personagens se assemelham a antigos bonecos de madeira – mas ela encontra gradualmente o seu pé como um conto modernizado e que nos incita a questionar as tradições.

Apesar das cobranças de todos para que Maria se case, ela é uma personagem forte e independente. Ainda criança, sob gritos de “Temos que libertar os animais!”, Maria solta porcos prestes a serem mortos.

Da mesma maneira, o filme toma uma posição firme contra a prática das touradas. O pai de Manolo tenta impor ao filho que se torne um toureiro, uma tradição de família, enquanto o filho, que quer se tornar músico, se opõe fortemente. Em frente à platéia da arena ele se recusa a matar o animal, afirmando que “matar o touro não é certo”. Mais à frente, Manolo apresenta uma emocionante canção onde pede perdão aos touros vítimas de sua família.

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