Foie gras em SP – atualizações

foie-grasProcura pelo Foie Gras dispara em SP

De acordo com o blog Paladar, do Estadão, matéria do dia 08/07, nunca houve tamanha procura pelo foie gras em São Paulo como nas últimas semanas, desde que o prefeito Fernando Haddad sancionou o projeto de lei que proíbe sua produção e consumo. São poucos os estabelecimentos que oferecem o produto – cujo preço varia de R$ 308 a R$ 435, o quilo, nas lojas; nos restaurantes, um prato com foie gras chega a custar R$ 124. Mas eles viram os estoques baixarem rapidamente.

Por outro lado, os comerciantes estão receosos em falar do assunto e não planejam reabastecer as lojas até saber o que irá acontecer em relação à proibição. Nos restaurantes, a procura pelo foie gras também cresceu.

A Associação dos Profissionais de Cozinha (APC) luta contra a medida com base em três argumentos: a inconstitucionalidade da medida; os métodos modernos de produção do foie gras promovem menos sofrimento; a liberdade individual de escolher o que comer.

A Associação Brasileira dos Bares e Restaurantes (Abrasel) cogita entrar com mandado de segurança para impedir possíveis autuações. A produção pode ser proibida no município. A comercialização, não. É de competência exclusiva da União.

O artigo cita também uma das incoerências no projeto de lei – o argumento para a proibição é a crueldade da gavagem, mas o método de engorda das aves não foi proibido. Só o fígado gordo. Ou seja, outros produtos obtidos pelo mesmo método de criação e engorda estariam liberados. Mas, como é a venda do fígado gordo o que compensa aos produtores,  manter a estrutura apenas para vender confit, magret e gordura, descartando o foie gras, não é “bom negócio”.

Vão proibir ovo, frango e porco?

“Se a campanha contra o foie gras – produzido predominantemente na Europa – começar a se voltar para as criações comerciais brasileiras vai encontrar muitos motivos para novas mobilizações via redes sociais. Embora algumas instituições pelo mundo pesquisem formas de garantir o bem-estar de animais de produção, como frangos, suínos, bovinos e galinhas poedeiras, aos olhos de consumidores leigos no assunto “tortura” pode ser a palavra mais suave para designar alguns sistemas de criação.

O que é considerado normal para um pecuarista pode ser um horror para aquele consumidor que se nega a ingerir qualquer produto advindo de um animal que tenha sido criado sob as normas da pecuária industrial.”

Escreve a jornalista, em um outro artigo publicado no mesmo blog.

O artigo segue, com a descrição dos métodos de criação e abate utilizados pela indústria pecuária. Clique aqui para ler artigo completo na fonte.

E finaliza: “A questão de todo este questionamento, porém, é que é fácil pedir que se proíba a venda de foie gras em São Paulo. Seria possível, porém, proibir a venda de ovos, carne de frango, boi e de porco criados nessas condições?”

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