Fotógrafo brasileiro pode ser preso acusado de libertar animais na Espanha

do Portal Imprensa
fotogrado jon amad pode ser preso na espanha“Alegam que o trabalho jornalístico que faço é um crime. Ou seja, o criminoso não é aquele que aprisiona e tortura os animais, é aquele que conta a história para a sociedade”, disse o fotógrafo que mora em Madri, na Espanha.

Conhecido por Jon Amad, o profissional entra em fazendas e matadouros para registrar os maus-tratos de animais e atua como ativista há cinco anos. “O que eu vi foi sempre igual: milhares de maneiras diferentes de discriminar e usar os animais como simples produtos para enriquecer. Já vi lugares onde tudo era pesadelo, com cheiro insuportável, animais vivendo sobre seus excrementos, feridos e loucos”, relata.

Há cerca de duas semanas Amad foi incluído em um processo “antiterrorista” junto de outros 12 ativistas espanhóis, acusados de libertar visons (mamíferos parecidos com doninhas que são abatidos e têm a pele usada na confecção de roupas).

“O que acontece é que os próprios granjeiros soltam os visons para cobrar o seguro e dizem que os culpados são os ativistas. Eu pessoalmente não sou contra a soltura de visons, mas estão me acusando de uma coisa que eu não fiz”, afirmou.

O jornal espanhol ABC publicou declaração de um juiz afirmando que a ação dos ativistas “não é ecologia, causam terror, e algumas fazendas foram obrigados a fechar, como resultado dessas ações”. Contudo, para os ativistas, as declarações demonstram a parcialidade em favor dos criadores de animais.

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