Guerra por comida e água está proxima, alerta Banco Mundial

Guerra por comida e água está proxima, alerta Banco MundialSão Paulo – Em uma entrevista ao britânico The Guardian, Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, disse que acredita que as batalhas por alimento e água devem eclodir dentro de cinco a dez anos, devido ao efeitos das mudanças climáticas.

Ele pediu que ativistas e cientistas trabalhem em conjunto para criar uma solução para este problema global, e usou o exemplo do HIV para demonstrar como a união de esforços pode resultar em soluções mais rápidas e mais eficazes.

A fim de manter o aquecimento global abaixo do limite acordado internacionalmente, de 2 graus Celsius, Kim disse que o mundo precisa de um plano para mostrar que está comprometido com a meta.

Ele delineou quatro áreas em que o Banco Mundial poderia ajudar a combater a mudança climática: investir em cidades mais limpas e sustentáveis, encontrar um preço estável para o carbono, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e desenvolver uma agricultura mais inteligente e resistente ao clima.

Os comentários de Kim seguem a publicação da segunda parte do quinto relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que advertiu que nenhuma nação ficaria intocada pelo aquecimento global.

O relatório também alertou para os efeitos que as mudanças climáticas teriam sobre os preços dos alimentos, assim como em muitas outras áreas, como recursos hídricos. A produtividade agrícola pode cair 2% por década até o final do século, ao passo que a demanda deverá aumentar 14% até 2050.

As informações são da Exame.

Veganismo – pelos animais, pelas pessoas e pelo planeta

Conforme exaustivamente noticiado, a crescente demanda mundial por alimentos de origem animal é um importante contribuinte para a degradação ambiental, aquecimento global e consumo insustentável dos recursos naturais.

Se as culturas da alimentação animal e dos biocombustíveis fossem direcionadas para consumo humano direto, por outro lado, seria possível alimentar um adicional de 4 bilhões de pessoas com área plantada existente, de acordo com estudo Instituto do Meio Ambiente da Universidade de Minnesota,  divulgado em agosto de 2013.

Já o relatório “Alimentando um mundo sedento: Desafios e Oportunidades para a segurança hídrica e alimentar”, divulgado em 2012 na Suécia, mostra que não haverá água suficiente para alcançar a produção esperada em 2050 se seguirmos com a dieta característica dos países ocidentais em que a proteína animal responde por pelo menos 20% das calorias diárias consumidas por um indivíduo.

De acordo com uma pesquisa recente feita pela Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia, as emissões de gases de efeito de estufa provenientes da agropecuária podem ameaçar a meta climática da ONU de limitar o aquecimento global a 2ºC.

Nas últimas décadas, vastas áreas de florestas, pastagens e savanas foram convertidas ao uso agrícola. No Brasil, por exemplo, o Ministério da Agricultura projeta a expansão das plantações de soja desde os 23 milhões de hectares de hoje para 26,5 milhões de hectares até 2018-19. A maior parte é esmagada para produzir farelo de soja (para alimentação animal), bem como óleo vegetal e seus subprodutos. Apenas 6% da soja em grão é consumida diretamente pelo homem.

Adotar o veganismo é uma atitude ética, benéfica e compassiva para com todos: humanos, não-humanos, e pelo planeta. É também simples de colocar em prática, e está ao alcance da maioria de nós. Pesquise, informe-se e considere tornar-se vegan(o/a)

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