“O homem mais feliz do mundo” é vegano

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Crédito da imagem: VegNews

O biólogo molecular, monge budista e escritor nascido na França, Matthieu Ricard, conhecido como “o homem mais feliz do mundo” (apesar de ele pedir que não o chamem assim), é vegano há cinco anos.

O apelido surgiu quando Ricard participou de um estudo de 12 anos liderado pelo neurocientista Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, em que os sinais de seu cérebro foram registrados com 256 sensores. Davidson descobriu que quando Ricard estava meditando sobre compaixão, a leitura de suas ondas cerebrais gama –  que estão relacionadas com a aprendizagem, memória, atenção e consciência – ficavam fora dos gráficos. As leituras de Ricard mostraram um alto nível de atividade no córtex pré-frontal esquerdo, que Davidson explica, permitem o aumento da capacidade de sentir felicidade, afirmando que estes resultados “nunca haviam sido relatados antes na literatura da neurociência.” Ricard diz que seu senso de compaixão para com todos os seres guia seus sentimentos de felicidade. As informações são do VegNews.

Ele lançou este ano o livro “A Plea for the Animals” (sem tradução para o português por enquanto), onde faz um apelo pelos direitos dos animais:

“Cada vaca só quer ser feliz. Cada galinha só quer ser livre. Cada urso, cão ou rato experimenta tristeza e sente dor tão intensamente quanto qualquer um de nós seres humanos. Em um apelo convincente para a razão e a bondade humana, Matthieu Ricard conclui que a compaixão para com todos os seres, incluindo os animais, é uma obrigação moral e a direção para a qual qualquer sociedade esclarecida deve aspirar. Ele narra os sofrimentos terríveis dos animais que comemos, vestimos, e usamos como adorno ou “entretenimento”, e submete cada justificação tradicional para a sua exploração com evidência científica e escrutínio moral. O que surge é um imperativo ético inequívoco e poderoso para o tratamento de todos os animais com quem partilhamos este planeta com respeito e compaixão.”, descreve o site do livro.

Em um artigo publicado no jornal The Huffington Post, intitulado “Porque Sou Vegetariano“,  Ricard explica: “Só leva um segundo para decidir parar. Isto não cria quaisquer grandes mudanças caóticas em nossa vida. Só comemos outra coisa. É tão simples. Um pequeno esforço pode trazer um grande resultado para os animais, para os mais desfavorecidos, para o planeta, para a nossa própria saúde. Uma mente sensata pode ver que esta não é uma perspectiva extrema. Este é um ponto de vista mais razoável, ético e compassivo.”

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