Acadêmicos, intelectuais e escritores apóiam novo relatório que descreve a experimentação animal como ‘moralmente impensável’

relatorio-testesMais de cento e cinqüenta acadêmicos, intelectuais e escritores, incluindo o Prêmio Nobel J.M. Coetzee, apoiaram um novo relatório pelo fim da normalização da experimentação animal. Intitulado ‘A Normalização do Impensável’, o relatório é o resultado de um grupo de trabalho do Centro de Oxford pela Ética Animal.

O relatório conclui que  “o deliberado e rotineiro abuso de animais inocentes e sencientes, envolvendo dano, dor, sofrimento, confinamento, stress, manipulação, comércio e morte deve ser impensável. No entanto, a experimentação animal é justamente isso: a “normalização do impensável”. “Estima-se que 115.300.000 animais são utilizados em experiências por ano em todo o mundo. Em termos de dano, dor, sofrimento e morte, esta constitui uma das principais questões morais de nosso tempo”.

Composto por 20 especialistas em ética e líderes cientistas, o grupo de trabalho concluiu que as experiências com animais são moral e cientificamente falhas. O relatório de mais de 50.000 palavras é provavelmente a crítica mais abrangente de experiências com animais já publicada.

O relatório conclui que a “normalização” das experiências com animais:

  • vai contra o que hoje é conhecido sobre a extensão e amplitude de como os animais podem ser prejudicados. A questão da complexidade da consciência animal, especialmente a senciência dos animais (a capacidade de sentir dor e prazer), não pode ser ignorada. Ao contrário dos nossos antepassados, nós sabemos agora, tão razoavelmente quanto podemos saber dos humanos, que os animais (nomeadamente, mamíferos, aves e répteis) experienciam não somente dor, mas também choque, medo, pressentimento, trauma, ansiedade, estresse, angústia, antecipação e terror.
  • baseia-se na idéia desacreditada de que os animais são apenas ferramentas para uso humano, meios para fins humanos, itens fungíveis e commodities que podem ser tratadas e dispensadas, da forma que os seres humanos achem melhor.
  • é desafiada por um novo pensamento moral que sustenta que os seres sencientes não são apenas coisas, objetos, máquinas ou ferramentas, mas têm valor em si mesmos e merecem respeito.
  • é estendida por uma série de regulamentações e controles, o que, na realidade, fazem muito pouco para proteger os animais e muitas vezes fazem o inverso.
  • é justificada pela tão repetida afirmação de que o interesse humano exige tais experimentos, enquanto deve ser questionado se os seres humanos alguma vez se beneficiaram pelo abuso de animais.

Os acadêmicos foram convidados a debater o relatório na Special Summer School on the Ethics of Using Animals in Research em Oxford, dias 26-29 julho de 2015. Detalhes podem ser encontrados aqui (em inglês).

 

Com informações da ong inglesa BUAV.

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