Velhas ladainhas reacionárias, sempre contra quem defende os direitos animais

Dr. phil. Sônia T. Felipe

ladainhasFoto do bebê caído na areia, naufragado com seu irmão e mãe. Refugiados na morte, pois o mundo negou-se a lhes dar abrigo. E, então, vêm algumas pessoas que se acham muito compassivas e cobram dos veganos por essa morte.

Esse tipo de comentário sempre é feito por alguém com restos de queijos, presunto e churrasco ainda no meio dos dentes, comida que roubou todos os grãos, cereais, plantas e água que poderiam ser dados de comer a todos os refugiados do mundo.

Por que tais pessoas não param de comer alimentos animalizados, para que tenha comida suficiente no mundo dos refugiados? Quem nada faz, nem por bicho nem por gente, é quem mais repete tais coisas, demente!

Minorias de todo tipo sofrem sempre quando estão na presença de humanos dominadores, separatistas, que as excluem de tudo. Animais de toda espécie sofrem e são mortos sempre quando estão na presença de humanos que só se interessam por suas carnes mortas, seu leite tirado com pus e sangue, suas peles arrancadas deles ainda vivos, seus ovos, obtidos pelo aprisionamento delas em caixinhas do tamanho de seus sapatos.

Então, se a dor de uns não deve ser comparada a de outros, o sofrimento e matança de todos deve ser igualmente condenado. Sem nhémnhémnhém. Todos os seres jogados em condições hostis, não importa se em campos de refugiados, em campos de concentração ou em baias e galpões de criação para o abate, são igualmente sofrentes.

A diferença é que uns querem abrir os olhos e ver, e os abolicionistas veganos vivem de olhos bem abertos, e outros querem ainda se esconder do que fazem.

Alguns gritam muito por sua própria dor enquanto continuam a esfaquear e a esfolar outros e outras sem o menor pudor, se achando. Como se o fato de ser vítima da discriminação racial, territorial, sexual ou emocional lhe desse um passaporte para entrar livremente no abatedouro e lá destroçar qualquer animal. Abate é abate. Idem para a fobia sexual sofrida. Idem para a miséria vivida. Nenhuma das desgraças humanas, mas nenhumazinha mesmo foi produzida pelos outros animais. Portanto, nada do que sofremos nos autoriza a repetir sobre os outros animais a violência impingida a eles por nós.

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