Leite e derivados – coisas que você não sabe

Alguns fatos importantes sobre os laticínios

leite e derivados - coisas que você nao sabeHá em nossa cultura uma grande dependência por leite e seus derivados; é difícil encontrar alimentos processados ou preparações culinárias que não levem ao menos um ingrediente derivado do leite. É culturalmente considerado necessário para a boa saúde.
Inclusive, uma das grandes dificuldades para que alguns vegetarianos se tornem veganos é justamente deixar de consumir estes produtos. Existem muitos fatores que tornam as pessoas dependentes destes alimentos. Se você também é consumidor de lácteos, veja  a seguir algumas informações importantes sobre estes alimentos, que talvez lhe ajudem a repensar este hábito:

Leite e queijo viciam

Os cientistas sabem, desde os anos 80, que os queijos contêm pequenas quantidades de morfina – aquela mesma droga que os médicos dão para pacientes que estão sofrendo muita dor. O leite também contém uma proteína chamada caseína (corresponde a 80% das proteínas presentes no leite), que provoca o mesmo efeito de substâncias conhecidas como opiáceos. Quando o leite é transformado em queijo essas substâncias ficam mais concentradas – e é por isso que alguns cientistas se referem ao queijo como o “crack de leite”. Por isso, o sentimento de necessidade e dependência é real – o leite contém essa substância para que o filhote não se afaste da mãe.

Leite = alimento puro?

Além do aspecto viciante, o leite está culturalmente tão associado à saúde, nutrição e até mesmo aos sentimentos de amor e aconchego (vindos da infância) que costuma ser difícil sequer questionar a aura pura que o cerca. Entretanto, a realidade da produção de leite animal é bem diferente. Uma recente pesquisa realizada pela USP, com cinco laticínios do interior do Estado de São Paulo, demonstra que ao longo da cadeia de produção do leite pasteurizado existem pontos críticos de contaminação por micro-organismos patogênicos, apesar de uma série de normas e cuidados para higienização e qualidade.
O objetivo da pesquisa, coordenada pela professora Marta Mitsui Kushida e financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi verificar em diversos pontos da cadeia produtiva do leite a ocorrência de patógenos causadores de doenças, e outros micro-organismos indicadores de contaminação.
A obtenção de dados para a pesquisa aconteceu entre novembro de 2010 e setembro de 2011. Entre os resultados da pesquisa, um dos que mais chamam a atenção é o número de ocorrências de contaminação por E. coli: estavam contaminadas 61,1 % das amostras de leite, 50% das amostras que fazem contato com o leite, como teteiras e superfícies internas de equipamentos, e 25,9% das amostras sem contato com o produto, como pisos e mãos de manipuladores. Os dados são alarmantes, uma vez que bactérias desse grupo podem desencadear patologias graves, por exemplo diarreia hemorrágica e falha em órgãos vitais.
Foi alta também a contagem de micro-organismos indicadores de contaminação. “Mais de 40% do leite cru destinado à produção de leite pasteurizado e 70% do leite cru designado à produção de leite tipo A estavam acima do permitido pelas legislações pertinentes, o que demostra uma grande dificuldade dos produtos em se adequar a legislação”, relata Natali.

Assim como os dados de contaminação identificados neste estudo, há indicações de contaminações similares ou ainda mais importantes na produção de leite do mundo todo. A maior parte do leite de vaca contém quantidades mensuráveis de herbicidas, pesticidas, dioxinas (até 2.200 vezes o nível aceitável), até 52 antibióticos, sangue, pus, fezes. O leite da vaca pode de fato, conter resíduos de tudo o que a vaca come, além de adrenalina e dor.

Leite e doenças

Estudos demonstram os malefícios do leite para a saúde humana; são muitos os especialistas contrários ao consumo de lácteos. O leite animal pode estimular doenças coronárias, obesidades, diabetes, câncer de mama, próstata e cólon, doenças autoimunes, osteoporose, algumas doenças da retina e dos rins, diabetes tipo 1 em crianças predispostas, em que o pâncreas sofre uma destruição autoimune.

O onco-hematologista Gustavo Vilela, 39 anos, médico do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, da capital, docente do curso de pós-graduação em Nutrição em Oncologia e especializado em onco-hematologia pela USP e Universidade de Paris é um destes especialistas que não recomenda leite a ninguém, principalmente a seus pacientes que sofrem de câncer. O médico reitera que a dieta para a cura de câncer já foi mostrada em diversos estudos, um deles do médico norte-americano Collin Campbell, autor do clássico pró-vegetarianismo “O Estudo da China”. “O paciente com câncer, às vezes, pergunta “o que eu posso comer”. E quase sempre ouve “o que quiser” de resposta. Eu acho isso, no mínimo, um absurdo. Infelizmente, não se fala muito em regime no tratamento do câncer”, diz Gustavo Vilela.

Exploração animal

A exploração animal é uma realidade muito cruel e que não é exposta pela mídia. As vacas, como outros mamíferos, só produzem leite para alimentar seus filhotes, e por essa razão são repetidamente engravidadas por métodos de inseminação, e seus bezerros lhe são tirados assim que nascem, para que o leite possa então ser direcionado a consumo humano. Após este processo traumático de separação de mãe e cria, os filhotes são mortos ou direcionados à terrível produção de carne de vitela; o líquido de seus intestinos é direcionado para a fabricação de queijos, onde servem como coagulante.
Já as vacas são intensamente exploradas neste ciclo até sua exaustão – por volta de 6 anos – quando param de produzir de forma lucrativa e são então abatidas.

O leite é sim um alimento natural – mas seu consumo é direcionado aos filhotes de cada animal. O único mamífero adulto que se alimenta de leite, e ainda de outra espécie, é o homem. Neste processo não há nada de sadio e natural, sendo nocivo para humanos e animais.

Com criatividade, podemos reproduzir de maneira bem similar alimentos que levam lácteos, utilizando somente  produtos de origem vegetal (aqui no Veggi & Tal disponibilizamos diversas receitas de leites e queijos vegetais).  A indústria oferece também algumas opções de leites, queijos e iogurtes vegetais. Claro que alimentos vegetais não têm o gosto exato de leite de vaca – mas podem resultar em alimentos muito saborosos, saudáveis e isentos de todos os malefícios presentes nos laticínios.

Fontes: A CidadeHypercienceUSP – Doce Limão – Muda o Mundo

Para saber mais sobre a indústria do leite e os efeitos do leite animal, assista à palestra do médico vegano John A. McDougall

veja também: como obter cálcio na dieta vegana

Algumas receitas para substituir laticinios:

 leites vegetais | queijos vegetais | manteiga de azeite e ervas | leite, iogurte e queijo de soja

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