Livre de pele não significa livre de exploração animal

A vida secreta das vacas

Ao elogiar o designer por sua escolha em excluir a pele de alguns animais, os ativistas estão indiretamente apoiando o seu uso continuado de couro, lã, seda e outros produtos

A notícia do momento é o designer italiano Giorgio Armani e sua decisão de “parar” de usar peles, começando com a coleção deste outono / inverno – a declaração vem sendo amplamente divulgada e comemorada tanto no meio vegano quanto na mídia em geral. Mas e os outros produtos de origem animal? Substituir um animal por outro não é uma vitória.

O ícone da moda disse em um comunicado que as novas tecnologias “tornam a utilização de práticas cruéis desnecessárias no que diz respeito a animais”, e que sua decisão refletia a posição de seu grupo de luxo com “as questões críticas de proteger e cuidar do meio ambiente e dos animais. ” A mesma declaração, no entanto, traz a informação oculta no link “Fur Definition” de que a mudança é bastante limitada e vai continuar incluindo uma gama de materiais obtidos de indústrias que exploram animais, como a da carne.

A seção “artigos de couro” dos catálogos da Armani deve ser considerada tão cruel e desnecessária como qualquer item feito de pele. Ao elogiar o designer por sua escolha em excluir a pele de alguns animais, os ativistas estão indiretamente apoiando o seu uso continuado de couro, lã, seda e outros produtos de origem animal.

Ao invés de investir contra empresas que produzem esses produtos, devemos concentrar-nos em educação vegana. A única maneira de realmente ter um impacto sobre estas grandes indústrias é a completa recusa da mercantilização de animais. Muitos argumentam que este é um primeiro passo, mas considerando que já se vão mais de quarenta anos em campanhas pelo fim das peles, é difícil imaginar quanto tempo vai demorar para se falar em abolição do couro e outros itens.

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