Livro – A Política Sexual da Carne

politica-sexual-carneA Política Sexual da Carne: Uma Teoria Crítica Feminista-Vegetariana, explora a relação entre os valores patriarcais e consumo de carne entrelaçando os insights do feminismo, vegetarianismo, defesa animal e teoria literária.

A Política Sexual da Carne explica o conceito do “referencial ausente”: Por trás de cada refeição, a morte do animal cujo lugar a carne toma. Este é o “referencial ausente.” Suas funções são encobrir a violência inerente ao uso da carne, para proteger a consciência do comedor de carne e tornar a idéia de animais individuais como irrelevantes aos desejos egoístas de qualquer um. É o que separa o comedor da carne do animal e o animal do produto final. A função do referencial ausente é manter a nossa carne separada de qualquer idéia de que ela ou ele foi uma vez um animal, para impedir algo de ser visto como tendo sido alguém, para permitir o abandono moral de outro ser.

O livro argumenta que a dominação masculina e a opressão dos animais estão ligadas pela maneira que tanto as mulheres quanto animais funcionam como referentes ausentes  no consumo de carne e produtos lácteos, e que a teoria feminista contém logicamente uma crítica vegana … assim como o veganismo secretamente desafia a sociedade patriarcal. O patriarcado é um sistema de gênero que está implícito na relação homem / animal.

O livro mostra como um processo de objetificação, fragmentação e consumo permite a opressão dos animais para que estes sejam apresentados como sendo inferiores, através da tecnologia, linguagem e representação cultural. A objetificação permite ao opressor ver o outro ser como um objeto. Uma vez coisificado, um ser pode ser fragmentado. Uma vez fragmentado, o consumo acontece. O consumo de um ser, e o consumo do significado da morte deste ser, de forma que o ponto de referência sobre a carne mude.

Uma sobreposição de imagens culturais de violência sexual contra mulheres e a fragmentação e o desmembramento da natureza e do corpo na cultura ocidental existem. Este ciclo de objetificação, fragmentação e ligações de consumo destroça ambos, a representação e a realidade da violência sexual nas culturas ocidentais, que normaliza o consumo sexual. Esta estrutura cria o direito ao abuso; com a estrutura do referencial ausente os estados de objetificação e fragmentação desaparecem e o objeto consumido é experienciado sem passado, sem história, sem biografia, sem individualidade.

A Política Sexual da Carne oferece exemplos de resistência histórica, contemporânea e ficcional ao consumo de carne e argumenta que as decisões alimentares são formas codificadas de resistência. Para muitas ativistas feministas, radicais progressistas, o vegetarianismo é um aspecto de seu ativismo.

A Política Sexual da Carne foi traduzido para japonês, coreano, chinês, alemão, português, turco, italiano, espanhol, croata, e frances.

Saiba mais sobre a obra no site oficial de Carol J. Adams

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