Medicina aplicada ao Veganismo

Por Luiza Savietto

Medicina aplicada ao VeganismoEsta frase funciona também ao contrário. A dieta vegana se aplica muito bem na medicina, desde terapêutica quanto preventivamente. Porém, por ser o veganismo uma filosofia maior que aspectos fisiológicos e alimentares, a medicina pode reaprender com o veganismo uma nova forma de cura. Afinal, a cura não é o contrário de doença. Não se necessita curar uma doença, e sim viver em CURA. Uma dieta vegana adequada a cada organismo de forma completa (o que já está bem documentado ser viável) é uma das melhores estratégias para prevenir males que podem ir desde alergias respiratórias ao câncer. Também em vias de uma dieta baseada em vegetais (e seus respectivos representantes – grãos, sementes, cereais, folhas, frutos, castanhas, etc) existe uma maior expectativa de vida e qualidade de vida na 3ª. idade, com o risco diminuído de doenças vasculares, neurodegenerativas e cardíacas. Em relação a doenças metabólicas (o grande mal do nosso tempo), a resposta é impressionante e existem relatos publicados de cura e interrupção do uso de medicamentos.

Hoje experimentos e pesquisas evidenciam a cura do câncer com substâncias extraídas de determinadas sementes, folhas, ou frutos e os resultados de pesquisas científicas começam a aparecer nos meios acadêmicos.

Cada vez mais se demonstra o poder dos alimentos vegetais, cada qual com uma específica substância que previne, controla ou trata determinada enfermidade. Uma especialidade médica voltada para o veganismo, e seus aspectos fisiológicos na alimentação humana, bem como o estudo do uso fitoterápico de diversas plantas se mostra bastante promissora, e abrange diversos interesses como agroecologia, agricultura orgânica, fitoterapia, medicina oriental chinesa, ayurveda, permacultura, nutrição.

O futuro está na cura não só dos seres humanos, mas também do seu ambiente. Um ambiente doente torna o ser humano doente, seja mental ou fisicamente. Não existem drogas farmacológicas que sejam capazes da cura efetiva. A consciência do coletivo esta caminhando para esta certeza. A verdadeira medicina e a relação cura-doença não se baseiam em remediar um mal. Muito além disso, também se pode praticar a cura, dia-a-dia, com atitudes individuais e hábitos de vida. Nos vegetais existe a cura sem doença, pois cada um possui um ativo para tal.

Com a medicina antiga, do médio e extremo oriente, podemos resgatar as práticas de saúde e longevidade, tanto na alimentação quanto na terapia com ervas. Com nossos anscestrais, podemos entender que o alimento da terra pode suprir sem danos maiores ao ambiente todas as necessidades humanas de nutrientes.

Com o desenvolvimento de novas pesquisas da ciência ocidental, podem-se estabelecer pontes de conhecimento e prática médica capazes de transformar o indivíduo em seu próprio agente de saúde e cura, apenas com a consciência e intelecto alinhados ao que se traduz nestes tempos em novo paradigma da cura : a alimentação vegetal – ou vegana.

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