23 milhões de animais foram mortos na Amazônia no século XX

ariranha

A ariranha foi um dos animais mais caçados na Amazônia entre 1904 e 1969 (imagem:FioCruz)

De acordo com a Veja, um levantamento inédito feito por cientistas brasileiros e britânicos revela que a caça na Amazônia dizimou 23,3 milhões de mamíferos e répteis, de ao menos 20 espécies, nas primeiras seis décadas do século XX. O estudo, publicado nesta quarta-feira no periódico científico Science Advances, revela que os animais foram caçados por suas peles e muitas populações, em especial as aquáticas, ainda não se recuperaram.

Segundo o estudo, houve dois períodos de picos da caça, durante a II Guerra Mundial e nos anos 1960. O primeiro foi impulsionado pela chegada de grandes levas de trabalhadores para a exploração da borracha que, com a queda dos preços após 1912,substituiu o látex pelo comércio de peles e passou a exportar o produto para Estados Unidos, Europa e a vendê-lo para o Sul do Brasil. Já a caça durante os anos 1960 esteve voltada para a indústria da moda. Em 1967, a caça foi oficialmente banida no país, mas os estoques permaneceram sendo explorados até 1969.

Para chegar aos dados, os pesquisadores buscaram registros de entrepostos comerciais, documentos portuários e relatórios comerciais que estavam esquecidos em bibliotecas e repartições públicas brasileiras. Segundo a análise, as espécies mais procuradas para o comércio eram o caititu (uma espécie de porco selvagem), jacaré-açu, capivara, onça-pintada, peixe-boi, ariranha e lontra. Devido à caça, algumas das espécies aquáticas, como a ariranha, estão extintas em diversas regiões.

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