Ao invés do combate efetivo dos vetores, Minas opta pelo extermínio de capivaras

capivarasEnquanto o projeto realizado na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em 2015, obteve sucesso no manejo das capivaras existentes no campus, sem precisar exterminá-las, em Belo Horizonte a situação vai de mal a pior. A negligência das autoridades responsáveis beira o absurdo. Ao contrário de buscar uma solução conjunta para o combate ao carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, a sugestão é o extermínio dos animais. Segundo Romário Cerqueira Leite, professor de doenças parasitárias da Universidades Federal de Minas Gerais (UFMG),  a região é endêmica para a bactéria Ckettsia rickettsii. Contudo, o manejo populacional ético e sustentável das capivaras já havia sido proposto pelo Movimento Mineiro pelos Direitos dos Animais e o Movimento Nossa BH.  “Conseguimos garantir recursos no orçamento de 2016 para que o manejo fosse realizado, mas, até agora, nem um real foi executado pela prefeitura”, declarou a ativista Adriana Torres, do Movimento Nossa BH. Além disso, as capivaras não são os únicos reservatórios da  doença, que também atinge bois, cavalos, cães, aves domésticas e roedores.

Em Viçosa, o projeto coordenado pelo professor Tarcízio Antônio Rego de Paula, do departamento de Veterinária, realizou a esterilização dos animais para evitar a superpopulação,  o  combate ao  carrapato-estrela, além de exames laboratoriais para verificar se, de fato, os animais estavam contaminados. Já na capital mineira, das 52 capivaras capturadas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em setembro de 2014, na gestão do prefeito Márcio Lacerda e do vice-prefeito e então secretário municipal do meio ambiente Délio Malheiros, apenas 14 sobreviveram. Segundo o Ministério Público Federal, por falência imunológica, por terem sido retiradas de seu habitat e encaminhadas a um ambiente inadequado. Mesmo sendo resguardadas por lei federal, as capivaras da Pampulha vêm sendo vítimas de todos os tipos de violência, tanto do poder público, quanto da população. Algumas foram atropeladas, agredidas fisicamente e até assassinadas a tiro. Com informações do Portal Uai.

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