Mordida de carrapato desencadeia alergia à carne

Mordida de carrapato desencadeia alergia à carne

De acordo com artigo da NBC, os médicos nos EUA estão vendo um aumento súbito de alergias à carne em pessoas mordidas por um certo tipo de carrapato, conhecido como Lone Star  (estrela solitária).

Este efeito foi descoberto há alguns anos, mas está crescendo conforme os carrapatos se espalham por diversas regiões do país. Há vários casos de pessoas picadas que foram parar no hospital com reações alérgicas severas após consumir carne.

Porém, poucos pacientes parecem estar cientes do risco e mesmo os médicos demoraram a reconhecê-lo, uma vez que a alergia se manifesta em pessoas que comeram carne por toda a vida e nunca haviam apresentado nenhum tipo de reação antes.

Pesquisadores acreditam que alguns outros tipos de carrapatos também possam causar alergia à carne; casos foram relatados na Austrália, França, Alemanha, Suécia, Espanha, Japão e Coréia.

Os insetos transportam um açúcar que os humanos não possuem, chamado alfa-gal. O açúcar também é encontrado na carne vermelha e em alguns produtos lácteos. Uma mordida do carrapato desencadeia uma resposta do sistema imunológico, e nesse estado elevado de alerta, o corpo percebe o açúcar do carrapato transmitido ao sangue e pele da vítima como uma substância estranha, e produz anticorpos para atacá-la. Isso prepara o organismo para uma reação alérgica na próxima vez que a pessoa come carne vermelha e encontra o açúcar.

“Eu vejo 2 a 3 novos casos a cada semana”, disse o Dr. Scott Commins, Na Universidade da Virgínia, em Charlottesville. Ele também conta que um colega, o Dr. Thomas Platts-Mills, publicou o primeiro trabalho relacionando o carrapato com a doença em 2011 .

Um dos primeiros casos que viram foi o de um caçador, que havia comido carne toda a sua vida, mas chegou no departamento de emergência diversas vezes com reações alérgicas após a ingestão de carne.

A Dra. Erin McGintee, uma especialista em alergia de Long Island, área com muitos carrapatos, viu cerca de 200 casos nos últimos três anos. Pelo menos 30 crianças envolvidas e o mais novo tinha 4 para 5 anos. Ela está mantendo um banco de dados para o estudo da doença com outros pesquisadores.

“É bizarro”, disse ela. “Isso vai contra quase tudo o que eu já aprendi como alergista.”

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