Em BH, ambientalistas e MP reagem a mortes de capivaras

Animais foram retirados da lagoa da Pampulha e estão vivendo em cativeiro há quase seis meses

capivarasO desconhecimento a respeito das condições em que estão vivendo as capivaras capturadas da orla da lagoa da Pampulha, na capital, levou o Movimento Mineiro pelos Direitos dos Animais (MMDA) a cobrar respostas da prefeitura com relação ao prometido manejo dos roedores. Vivendo há quase seis meses em cativeiro, a suspeita é de que, dos 52 animais capturados desde setembro, ao menos 25 não tenham resistido.

“São animais silvestres, que estão morrendo por causa do estresse do cativeiro. Já passa da hora de serem soltos, mas antes precisam passar pelos procedimentos cirúrgicos de vasectomia nos machos e ligadura de tubas nas fêmeas”, afirma Adriana Araújo, integrante do MMDA.

O grupo defende o chamado “manejo populacional ético”, que consiste em fazer o controle dos animais, por meio dos procedimentos cirúrgicos, sem retirá-los de seu ambiente, além da aplicação de carrapaticidas, já que a capivara é um dos hospedeiros do carrapato transmissor da febre maculosa.

“Dada a morosidade na realização dos procedimentos, entramos com uma representação no Ministério Público (MP), no dia 23 de janeiro, solicitando uma visita técnica aos cativeiros para verificar as condições de saúde dos animais e colaborar na elaboração de um plano de ação para o manejo populacional”, diz Adriana.

Mesmo com a recomendação do MP para que a visita acontecesse em até 15 dias, o grupo não recebeu respostas.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que a prefeitura respondeu ao MP, na última semana, que não faz oposição à visita técnica, desde que realizada por um grupo reduzido, em torno de cinco profissionais, para não causar estresse aos animais. Embora confirme que alguns deles tenham morrido, a prefeitura não informou quantos estão nos cativeiros.

Fonte: O Tempo

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