Comitê Rio 2016 admite que errou ao exibir onça ao lado da Tocha Olímpica

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Credito da imagem: Ivo Lima/Ministério do Esporte

O Comitê Organizador da Rio 2016 admitiu ontem (21) que errou ao permitir a exibição da onça Juma durante o evento da passagem da tocha olímpica em Manaus, na segunda-feira  (20). Em nota, o comitê disse que o episódio não se repetirá. As informações são da Agência Brasil.

“Erramos ao permitir que a Tocha Olímpica, símbolo da paz e da união entre povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores. Estamos muito tristes com o desfecho que se deu após a passagem da tocha. Garantimos que não veremos mais situações assim nos Jogos Rio 2016”, diz o texto da organização, publicado no Twitter.

A onça-pintada foi morta com um tiro de pistola no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), logo após ser exibida no evento e tentar escapar do local.

Segundo o Ministério da Defesa, Juma chegou a receber tranquilizantes, mas, ainda assim, atacou um soldado.

A morte de Juma tem causado comoção nas redes sociais. Em petição na internet, um grupo pede justiça: “Juma foi retirada de seu habitat para servir de alegoria” para evento da Olimpíada, diz o abaixo-assinado. A mobilização viralizou nas redes sociais e já recolheu mais de 119 mil assinaturas. Com a hastag #Juma, milhares de brasileiros lamentam a morte da onça-pintada.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) notificou o Comando Militar da Amazônia (CMA) pela morte do felino. Segundo a organização, a onça não poderia ser exibida em eventos sem autorização de órgãos ambientais. Em nota, o Ipaam diz que aguarda explicações sobre as circunstâncias do acidente. O CMA pode ser multado em R$ 5 mil.

Outra petição online foi criada, contra o uso de animais selvagens em apresentações e espetáculos. Caso atinga a meta de 20 mil assinaturas, uma carta de manifesto será enviada ao CMA, pedindo o fim do uso dos animais silvestres em eventos no Estado (via DM24).

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