Porcos sentem empatia por seus companheiros, demonstra estudo

Cientistas da Universidade de Wageningen, na Holanda, demonstraram que porcos têm empatia pelos demais

empatia-animaisHá uma série de características que cientistas e filósofos argumentam que nos tornam humanos, incluindo a auto-consciência e a linguagem. Outra parte importante de ser humano, acreditava-se, é a nossa capacidade de empatia.

Cientistas agora sabem que outras espécies são capazes de sentir empatia. Em um experimento elaborado, descobriram que porcos compartilharam o estresse e a felicidade de seus companheiros.

Os pesquisadores da Universidade de Wageningen, na Holanda, começaram a investigar se os porcos podem mostrar empatia uns pelos outros, definido pelo renomado primatologista Frans de Waal como “a capacidade de ser afetado por e compartilhar o estado emocional do outro, avaliar as razões para o estado do outro e identificar-se com o outro, adotando sua perspectiva “.

Os porcos foram alojados em 16 grupos de seis, com dois animais em cada um dos grupos – relatou a Scientific American – e foram treinados para antecipar felicidade ou angústia, quando lhes era tocada uma música e em seguida ou recebiam recompensas prazerosas, como passas com chocolate e uma casa espaçosa cheia de turfa, ou eram colocados em uma situação estressante, como mantidos em isolamento em uma pequena baia. A idéia era ensinar aos porcos que a música predizia prazer ou estresse.

Porcos destreinados,’ingênuos’, foram então colocados em uma baia junto com um porco condicionado a esperar situações agradáveis ou com um porco condicionado ao desconforto.

A todos os porcos foi tocada a mesma música – uma peça de Bach – utilizada no treinamento.

Alguns dos porcos treinados mostraram antecipar o que aconteceria com eles, seja por meio da exibição de comportamentos felizes – como abanar o rabo e grunhir – ou sinais de stress, tais como manter suas orelhas para trás, urinar e defecar.

Apesar de a maior parte dos porcos treinados não reagir antecipadamente, eles ainda eram levados para uma outra baia, deixando para trás os porcos não treinados, e então eram ou recompensados ou punidos, dependendo do grupo em que estavam.

Os pesquisadores queriam saber se os suínos ingênuos iriam mostrar “contágio emocional” (partilhar a resposta emocional que alguém está tendo), já que  este é um dos aspectos-chave da capacidade de empatia.

Os ingênuos, que não tinham como saber o que estava reservado para seu companheiro, ainda assim reagiram ao comportamento dos que foram treinados.

Por exemplo, quando um porco treinado mostrava estar estressado, um porco ingênuo agia da mesma forma, tornando-se mais alerta e mantendo suas orelhas para trás.

O comportamento foi ainda mais perceptível quando os animais não treinados notaram o comportamento “feliz” dos porcos treinados, tornando-se mais brincalhões e abanando o rabo.

Os pesquisadores tiveram certeza de que os porcos ingênuos estavam reagindo ao comportamento dos outros porcos e não apenas ao som, porque quando tocaram a mesma música somente a porcos ingênuos, ela não teve nenhum efeito sobre seu comportamento.

Os resultados foram publicados no jornal Animal Cognition.

Com informações do Daily Mail.

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