Aprovado projeto de lei que proíbe criação de animais para extração de peles em SP

O projeto seguirá agora para sanção do governador Geraldo Alckmin

Coelhos e Páscoa

Foi aprovado na tarde desta quarta-feira (17), na Assembléia Legislativa de São Paulo, o projeto de lei (PL) 616/11, de autoria do deputado Feliciano Filho (PEN), que proíbe a criação de animais com finalidade exclusiva para extração de peles no estado.

O projeto, que segue agora para sanção do governador Geraldo Alckmin, determina o fim da criação ou manutenção de qualquer animal doméstico, domesticado, nativo, exótico, silvestre ou ornamental com a finalidade de extração de peles.

“A indústria de extração de peles tem uma das práticas mais cruéis do mundo”, afirma o deputado. “A aprovação deste projeto preserva a vida de milhares de animais que vivem em cubículos muito pequenos, mal podendo se mexer, para depois serem mortos de forma cruel, para satisfazer a vaidade humana”, declara Feliciano.

Dentre os animais utilizados por essa indústria estão coelhos, raposas, visons, texugos, focas, coiotes, esquilos e chincilas. Os animais vivem em cativeiro, em pequenas gaiolas, com piso inadequado, para não encarecer o custo de criação. Apartados de suas condições naturais e impedidos de realizar comportamentos inerentes às espécies, ficam em alto nível de estresse.

Mas o mau trato maior acontece no momento do abate, que muitas vezes é praticado com crueldade extrema, com técnicas que visam preservar a integridade e boa qualidade da pele. A maioria dos animais costuma ser abatidos próximo aos oito meses de vida, logo após a primeira troca de pelagem.

O projeto aprovado pela Assembleia prevê, como penalidades, o pagamento de 500 UFESPs por animal, além da cassação do registro de Inscrição Estadual do criador e pagamento de 1.000 UFESPs, no caso de reincidência.

Fonte: Administradores

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