Ratos e camundongos em laboratórios

Grupo de direitos animais diz que Prêmio Nobel de Medicina é "triste"Existem estimativas de que 100 milhões de animais sejam utilizados anualmente no mundo em laboratórios – o que dá cerca de 274 mil por dia, ou três a cada segundo – mas os números reais são seguramente muito maiores, já que diversos países não mantém registros da quantidade de animais utilizados. A porcentagem de ratos usados nestas experiências chega a 95%.

Eles são explorados e abusados para tudo: testes de toxicologia (onde são lentamente envenenados até a morte), experiências dolorosas com queimaduras, experiências psicológicas que induzem terror, ansiedade, depressão e impotência, entre muitas outras formas de exploração.

São deliberadamente eletrocutados em estudos sobre dor, mutilados em cirurgias experimentais e têm todo o tipo de substância injetada em seus corpos, de cocaína à metanfetamina. Recebem tumores cancerígenos e são injetados com células humanas em experiências de manipulação genética.

Infelizmente (em partes fruto de desconhecimento e preconceito) a sociedade ainda apóia o uso de roedores em laboratórios. Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em outubro de 2013, em São Paulo, mostra que a maioria dos entrevistados – 66% – apóia o uso de ratos como cobaias, enquanto apenas 29% foi favorável ao uso de cães.

Ratos e camundongos são mamíferos com sistema nervoso semelhante ao nosso. Não é novidade que sintam dor, medo, solidão e alegria, tal como nós. Estes animais altamente sociais se comunicam uns com os outros através de sons de alta freqüência, inaudíveis ao ouvido humano. Tornam-se emocionalmente ligados uns aos outros, amam suas famílias, e facilmente se relacionam com tutores humanos. Camundongos machos cortejam as companheiras com músicas apaixonadas de alta-frequência. Ratos filhotes riem quando sentem cócegas. Não só os ratos expressam empatia quando sabem que outro rato ou ser humano está em perigo, como também exibem altruísmo, colocando-se em perigo para não permitir que outro ser sofra.

Além da indescritível exploração e sofrimento vivenciados pelos milhões de animais vítimas da experimentação, há graves consequências de se confiar nestas experiências também ao ser humano. Não há dúvida de que pacientes humanos perdem a vida em grande número devido à dependência de dados obtidos de animais, que são terrivelmente pouco confiáveis .

Dados publicados pelo órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) dão conta de que 92% de todas as drogas aprovadas em testes clínicos realizados com animais falharam em testes clínicos com humanos. Milhares de pessoas morrem todos os anos por medicamentos.

Referências: Vivissection InformationPetaFolha

 

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