Lei municipal em Santos proíbe testes de laboratório em animais

No Brasil, 41% da população é contra testes com animais,  segundo Datafolha

Proposta cria selo para empresa que não usar animais como cobaiasUma parcela grande da população brasileira é contra o uso de animais em testes para desenvolver novos remédios. Uma pesquisa feita pelo Datafolha a pedido do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), entidade de pós-graduação para farmacêuticos, revelou que 41% dos brasileiros “discordam plenamente” dessa prática.

Segundo o levantamento, só 36% concordam plenamente com o uso de animais pela ciência. Outros 18% concordam apenas parcialmente com essa aplicação. Para chegar aos resultados, foram entrevistadas 2.162 pessoas em 134 cidades por todo o país. As entrevistas foram feitas entre 24 e 25 de setembro deste ano.

Na região

Uma lei assinada pelo prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, veta a concessão ou a renovação do alvará de licença para instituições e laboratórios que utilizam animais em testes. A lei entrou em vigor no dia 2 de dezembro.

A proposta de lei foi do vereador Benedito Furtado (PSB) e ganhou força depois do caso do laboratório no interior de São Paulo que utilizava cachorros em testes. “A partir daquele momento, se desenvolveu, em todo o Brasil, em especial nas cidades onde há uma militância abolicionista muito forte, com uma maior incidência, uma opinião contrária ao assunto. A nossa região está muito bem articulada”, falou.

As universidades que mantém cursos de Medicina e Medicina Veterinária receberão cópias do projeto de lei que proíbe experiências com animais , assim como laboratórios públicos e outras instituições que lidam com animais. Segundo o vereador Benedito Furtado, há alguns anos já houve acordo com faculdades para a não utilização de animais vivos para fins didáticos. Ele acredita que esse compromisso está sendo cumprido.

Furtado lembra que anualmente, em todo mundo, cerca de 400 milhões de animais são mortos em experiências realizadas em laboratório. Além de haver métodos alternativos de experiências, que incluem simulações matemáticas, modelos computadorizados e culturas celulares, os animais reagem de maneira diferente à humana. O que não prejudica o homem muitas vezes mata os animais e vice-versa.

Com informações de:  A Tribuna e G1

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