SeaWorld encerra reprodução de baleias

Mas as orcas continuarão nas mesmas prisões azuis que se encontram hoje

seaworldA SeaWorld vai parar de reproduzir baleias orca em cativeiro, anunciou a empresa na última quinta-feira.

“Ao fazer desta a última geração de orcas em nossos cuidados e reimaginar como convidados irão experienciar estes belos animais, estamos cumprindo nossa missão de oferecer aos visitantes de nossos parques experiências importantes”, disse Joel Manby, presidente e CEO da SeaWorld Parks & Entertainment Inc .

O programa de reprodução terminará imediatamente e as baleias atualmente em seus parques serão as últimas, disse Manby.

O parque com sede em Orlando tem enfrentado queda contínua no número de visitantes e anos de críticas sobre o cativeiro de animais marinhos, bem como a pressão de ativistas dos direitos animais.

A SeaWorld alega que as baleias restantes – incluindo uma baleia grávida, Takara – vão viver o resto de suas vidas sob os “cuidados” do seu pessoal veterinário, porque libertá-las na vida selvagem provavelmente iria matá-las.

“Estas orcas nunca viveram em estado selvagem e não poderiam sobreviver nos oceanos que incluem problemas ambientais, como a poluição e outras ameaças feitas pelo homem”, disse a empresa em seu site. Embora algumas das orcas do SeaWorld tenham nascido no ambiente selvagem, a maioria foi criada em cativeiro pela empresa.

Dados da Whale and Dolphin Conservation diz que a SeaWorld tem 23 orcas em seus parques nos Estados Unidos.

Em outubro de 2015, a Comissão Costeira da Califórnia, que tem autoridade sobre projetos de construção costeiras, disse que só iria aprovar os planos de renovação do Sea World se a companhia encerrasse seu programa de reprodução.

Jon Reilly, então presidente do SeaWorld de San Diego, se opôs à decisão, declarando que “a proibição da criação de animais significaria condená-los a uma extinção lenta sob os nossos cuidados”.

O documentário Blackfish de 2013, que contou a história de Tilikum, uma baleia na SeaWorld mantida em cativeiro e envolvida na morte de várias pessoas, impulsionou as críticas públicas ao parque.

Gabriela Cowperthwaite, a diretora da Blackfish, chamou o fim do programa de reprodução de “um momento decisivo”.

“O fato de que SeaWorld está acabando a reprodução de orcas é uma mudança verdadeiramente significativa”, disse ela em um comunicado conjunto com o da SeaWorld.

É importante ressaltar que o uso dos animais em apresentações não irá terminar: a empresa está tentando reverter sua sorte, apostando que as mudanças irão criar um interesse renovado em seus parques.

Ao invés de treinar baleias para executar truques, o parque temático diz que vai introduzir “novos e inspiradores encontros naturais com orcas”. O fim de espetáculos estilo circo foi anunciado pela primeira vez em novembro passado, como parte das mudanças da empresa com vista a estancar as perdas financeiras.

Os tanques existentes serão reformados para “representar melhor” o ambiente natural. Baleias aparecerão ao público em mostras regulares, mas “estes programas focarão o enriquecimento das orcas, exercícios e saúde em geral”, leia o anúncio no site do SeaWorld.

Os novos shows começarão a ser apresentados nos parques a partir do ano que vem. As informações são do The Guardian.

A empresa também anunciou uma nova parceria com a Humane Society. A SeaWorld se comprometeu a doar US $ 50 milhões nos próximos cinco anos para combater a pesca ilegal de baleias e focas e remoção das barbatanas de tubarão.

 

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