Secretária dos Direitos Animais de Porto Alegre defende uso de selo para produtos testados em animais

selo-testesO Projeto de Lei 367/2013, que dispõe sobre a obrigatoriedade do uso do selo “Testado em Animais” por empresas que fabricam cosméticos, produtos de higiene pessoal ou de limpeza em geral no Rio Grande do Sul foi tema de audiência pública, nesta terça-feira, 25, na Assembleia Legislativa. A secretária dos Direitos Animais de Porto Alegre, Regina Becker, participou da reunião, que teve a presença de parlamentares das comissões de Constituição e Justiça, de Saúde e Meio Ambiente e Cidadania e Direitos Humanos, biólogos, autoridades públicas e integrantes da rede de proteção.

Para a titular da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), a proposta, de autoria do deputado Paulo Odone, é uma iniciativa louvável que leva em consideração tanto os Direitos Animais quando os dos consumidores. “Não podemos admitir que animais sejam usados como cobaias, como historicamente vem acontecendo no Brasil e no mundo. Na verdade, nós os usamos de uma forma absolutamente utilitarista, quando deveríamos respeitá-los, como seres sencientes, que sentem dor, frio e fome e têm necessidades afetivas como nós, animais humanos”, avaliou. De outro lado, Regina ressaltou a importância do consumidor ser informado, através do selo de identificação, de que o produto foi testado em animais. “A partir desse alerta, cabe a ele analisar se vai adquirir ou não”, frisou.

Os biólogos Sérgio Greif e Thales Trèz fizeram explanações técnicas sobre testes realizados em animais e apresentaram alternativas. Conforme Greif, há vários tipos de testes que podem ser usados para verificar aspectos como toxicidade, absorção cutânea, mutagenicidade, alergenicidade e outros fatores. Para ele, o uso de animais em experimentos levanta questões éticas e técnicas, e discute-se nos meios científicos o “replacement”, que são métodos substitutivos de animais, com o uso de material humano. “É correto submeter seres considerados inferiores a sofrimento em benefício dos seres humanos?” , questionou. Já as  deficiências dos métodos utilizados foram relacionadas por Trèz, que considera os testes caros, perigosos e antiéticos.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

Via Olhar Animal

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