Ser vegan é caro?

por Veggi & Tal

vegan-caroUm dos argumentos mais comuns contra o veganismo é seu custo. Para pessoas que utilizam este argumento, o veganismo é um luxo, só é possível para os ricos ou para pessoas que não tem obrigações.

O Veganismo é o posicionamento ético adotado por aqueles que reconhecem que os animais têm direitos e não devem ser tratados como recurso. O vegano busca fazer o que estiver ao seu alcance para não contribuir com a exploração animal e ajudar a combatê-la. Consumir de maneira ética é apenas uma parte deste posicionamento.

Uma pessoa pode praticar o veganismo mantendo hábitos de consumo simples e pouco onerosos. De fato, quem já é vegano sabe que isto é uma realidade, seja por necessidade, seja por escolha.

É importante esclarecer: dizer que o veganismo é acessível não é o mesmo que dizer que 100% das pessoas podem igualmente praticá-lo. É evidente que pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social não tem opção de escolha em muitas circunstâncias, e isto deve ser considerado. Também não são apenas pessoas com muitos recursos que conseguem ser veganas e ter qualidade de vida.

Veja abaixo algumas dicas que podem ajudá-lo a aplicar o veganismo no dia-a-dia sem consumir / gastar muito:

– A necessidade mais básica e essencial de consumo que se tem é a alimentar, e grande parte dos alimentos que um vegano consome são os mesmos que uma pessoa que segue uma dieta comum – vegetais, frutas, grãos, sementes, farináceos, etc, e podem ser encontrados com facilidade em feiras livres e mercados, sendo possível consumir muitos destes com pouca ou mesmo nenhuma preparação culinária, in natura.

E, sim, comida vegetariana é fundamentalmente mais barata – custa menos produzir vegetais e grãos. Historicamente, o consumo de alimentos de origem animal sempre esteve associado à status social e a um maior poder aquisitivo, e esta é uma das principais razões para o atual aumento no consumo destes produtos no mundo todo.

– Aprender a aproveitar integralmente os alimentos vegetais. Muitos destes alimentos, por desconhecimento, são menosprezados ou desperdiçados. O tradicional arroz com feijão, por exemplo, é um prato nutricionalmente completo: além de ser excelente fonte de proteína,contém carboidratos, vitaminas e sais minerais. Partes de alimentos comumente jogadas fora, como cascas e sementes, também são muito ricas em nutrientes. Saber das propriedades nutricionais dos alimentos e como aproveitá-los de maneira integral é valioso conhecimento para diminuir a necessidade de consumo e o desperdício, além de obter uma nutrição adequada. Saiba mais sobre aproveitamento integral dos alimentos aqui.

– Aprender a preparar soluções caseiras. Existem maneiras surpreendentemente baratas e simples de suprir diversas necessidades de forma vegana, em alimentação, cuidados pessoais, higiene, etc. Aprendendo a desenvolver suas próprias soluções caseiras, você diminui consideravelmente a necessidade de consumo. Soluções caseiras também tendem a ser mais saudáveis, já que carregam menor quantidade de químicos e substâncias nocivas do que produtos industrializados. Veja aqui dicas caseiras de higiene e beleza, saúde e bem estar.

– Se tiver espaço em casa e tempo adequado, cultivar uma horta. Há vasto conteúdo na internet ensinando a cultivar e aproveitar espaços e materiais.

– Produtos feitos para veganos às vezes custam o dobro ou mais do preço de um produto sem essa classificação. Em alguns casos o preço alto é justificável pelo custo de produção, mas em geral, não são produtos imprescindíveis, e também existem produtos populares, baratos e adequados para veganos, ainda que não tenham sido feitos especificamente para atender à estas pessoas. Além de verificar a composição e se são realizados testes em animais, é preferível escolher produtos artesanais ou empresas pequenas ao invés de grandes grupos e multinacionais, que quase sempre estão envolvidas com exploração animal humana e não-humana, além de degradação ambiental.

– E aqui nossa última sugestão: compartilhar, se e quando puder, um pouco do que possui – seja doando alimentos, itens de que possa abrir mão ou seu tempo – com quem necessita. Assim se amplia o círculo de ética e compaixão, de maneira inclusiva.

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