Testes alternativos também usam animais

Seis dos 17 métodos alternativos usam ratos e camundongos vivos

Projeto de lei visa proibição do uso animais em pesquisa para cosméticos

Segundo a Anvisa, estes métodos são considerados alternativos por usarem menos animais que o teste original ou partes de animais que são normalmente descartadas nos abatedouros

Os defensores dos animais não estão muito satisfeitos com o longo tempo de adaptação das empresas de cosméticos, produtos de higiene e limpeza para usar testes alternativos. Afinal, as empresas vão poder se adaptar até 2019, sendo que a lei foi aprovada em 2014. Além disso, eles afirmam que parte destes métodos alternativos não são totalmente livres de crueldade. Estas empresas vão ter que adotar métodos alternativos para reduzir, refinar ou substituir os animais em testes até 2019, segundo uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Bianca Marigliani, bióloga e doutoranda da Unifesp, fez um levantamento que revelou que seis dos 17 testes alternativos usam ratos e camundongos vivos. Segundo a Anvisa, estes métodos são considerados alternativos por usarem menos animais que o teste original ou partes de animais que costumar ser descartadas nos abatedouros. No teste de toxicidade aguda, por exemplo, os roedores são alimentados por meio de uma sonda que leva a substância em teste até o estômago. Anteriormente, o experimento só parava quando os animais morriam espontaneamente. Agora, eles já são mortos quando apresentam os primeiros sinais de dor e estresse.

O biólogo Thales Trez, professor da Universidade Federal de Alfenas (MG), critica a lei sobre o bem-estar animal em pesquisa. “Há na Lei Arouca uma ênfase no conceito de refinamento no uso de animais, o tal do uso ético. Os conceitos de redução e substituição são poucos mencionados”, diz.

Fonte: Opinião e Notícia

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