Cientistas vão imprimir pequenos órgãos humanos para testes biológicos

Método pode substituir testes animais e até mesmo aqueles feitos com cobaias humanas, acelerando o desenvolvimento de medicamentos.

A impressão em 3D já provou que pode levar a humanidade a um patamar elevado graças à possibilidade de se criar objetos dos mais variados, alimentos e até mesmo tecidos vivos. Agora o Departamento de Defesa dos Estados Unidos investiu US$ 24 milhões em um projeto que visa criar um “corpo em um chip” para testes biológicos, provando que novas aplicações continuam a surgir.

Em uma unidade de apenas duas polegadas cientistas estão tentando armazenar um sistema inteiro que imita o corpo humano para entender melhor como ele reage a doenças perigosas, novas drogas, ataques químicos… Isso poderia substituir testes animais e até mesmo aqueles feitos com cobaias humanas, acelerando o desenvolvimento de medicamentos.

“Estamos imprimindo órgãos sólidos em miniatura: fígado em miniatura, corações, pulmões e estruturas vasculares (vazos sanguíneos)”, disse ao LiveSciente o diretor do Instituto Wake Forest de Medicina Regenerativa, Tony Atala. Segundo o Mashable, foi o grupo dele que começou a imprimir partes humanas diminuídas.

Os órgãos destinados ao projeto do “corpo em um chip” não são totalmente funcionais, claro, mas representam partes do tecido humano a partir de um sistema de canais de fluído que substitui o sangue e mantém as células vivas. Esse sangue de mentira pode receber substâncias para que pesquisadores entendam como determinados órgãos reagiriam àquilo.

O instituto de Atala lidera o projeto, que é ligado à Agência de Redução de Ameaças, mas o grupo todo é composto por mais cinco instituições, incluindo universidades e departamentos relacionados com o exército.

Fonte: Olhar Digital

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