8 tradições pelo mundo onde animais são abusados e torturados

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festival de Pero Palo, na Espanha. Credito da imagem: Mensxp

A tradição é um dos argumentos mais utilizados na defesa da continuidade de atividades que envolvem exploração animal para entretenimento. Em nome da “liberdade cultural”, perpetuam-se pelo mundo inúmeras atividades brutais, vergonhosas e injustificáveis.

Veja abaixo algumas atrocidades cometidas até hoje contra animais que ilustram porque é tão importante questionar e abolir tradições cruéis e ultrapassadas:

Rotação de cães na Bulgária

Em Brodilovo, Bulgária, o auge da festa Trichane Na Kuche, realizado na Páscoa, é quando se atam cães a grandes cordas colocadas por cima de um rio gelado, e os animais rodopiam até cair na água. Dias antes, lhes é dada muita comida e o ânus dos animais é tapado. Só o destapam antes do ritual, para que o cão defeque enquanto gira. Quanto mais evacuar, melhores serão as colheitas naquele ano na povoação.

O apedrejamento do burro na Espanha

Em Villanueva de la Vera, Espanha, a tradição é escolher um burro para  ser agredido e apedrejado durante o festival de Pero Palo, realizado no Carnaval. Uma multidão embriagada de homens bate, estrangula, dá pontapés e o arrasta pelas ruas da cidade. O animal é torturado de inúmeras formas até cair e este tormento geralmente se prolonga até a sua morte.

 Engolir peixes vivos na Bélgica

O festival Krakelingen,na cidade de Geraardsbergen , envolvia a deglutição coletiva de peixes vivos, simbolizando um renascimento metafórico. Até 2001 todos podiam participar da cerimônia, mas agora, após a decisão de um tribunal, somente o prefeito engole um peixe vivo, que é colocado em uma taça de prata do século 16.

Tortura da cabra no Nepal

O Deopokhari Festival é celebrado na aldeia Khokana no vale de Kathmandu, Nepal. Este ritual com base religiosa promove o ato cruel de torturar uma cabra jovem. A cabra é estrangulada, ferida, mordida e basicamente torturada de várias formas por um grupo de pessoas até sua morte.

Matança de golfinhos na Dinamarca

Nas ilhas Feroe, Dinamarca, os adolescentes celebram a chegada à idade adulta matando golfinhos-de-risso em Julho. As águas ficam tingidas de vermelho, devido à morte de 1000 a 2500 golfinhos. Os dinamarqueses defendem que esta é uma tradição com mais de 1200 anos.

Festival de consumo de carne de cachorro na China

O Festival de Yulin vêm de uma tradição que remonta à quase 500 anos, quando acreditava-se que a ingestão de sua carne ajudaria a evitar o calor do solstício de verão. Os cães são esfolados vivos depois de serem queimados, e são cozidos e eletrocutados. No entanto, alguns cidadãos acreditam que o festival é realizado de forma humana.

Atear fogo nos chifres de um touro na Espanha

Os moradores da pequena vila de Medinaceli realizam todos os anos o Toro Jubilo, onde algodão embebido em alcatrão é preso nos chifres de um touro, e fogo é ateado. Nesta condição, o touro corre em desespero ao redor da praça da cidade. A atividade pode se estender por horas e defensores dos direitos animais afirmam que o touro geralmente fica cego e desfigurado. Mas os defensores da prática costumam dizem que é tudo superficial e que o touro raramente sofre danos permanentes.

Corrida de cavalos mortal na Itália

Duas vezes por ano, os moradores de Siena, Itália, se reúnem para um evento conhecido como o Palio, realizado em honra de Nossa Senhora.  O “esporte” consiste em 90 segundos de corrida em torno de uma minúscula área abarrotada com torcedores, e é famoso por sua taxa de mortalidade. De acordo com a associação de proteção animal da Itália, a atividade já matou 49 cavalos desde 1970, o que seria  cerca de um cavalo morto para cada dois minutos e meio de corrida.

Com informações de Listverse e Mensxp

Não há qualquer razão para acreditar que as nossas próprias tradições que exploram animais sejam diferentes das mencionadas acima.

Qualquer atividade que se utilize de um ser senciente para entretenimento humano, mesmo aquelas que parecem “normais” aos olhos de muitos, é inerentemente uma violência contra a natureza do animal, que está ali contra sua vontade e interesses, sendo privado de sua liberdade e frequentemente forçado a exibir comportamentos que jamais teria espontaneamente. Cultura e tradição não podem ser justificativa para a exploração e a crueldade.

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