Santa Catarina é apontada pela polícia como rota de tráfico ilegal de animais silvestres

A negociação ilegal de animais é a terceira maior no mundo, perdendo só para a de armas e drogas

Santa Catarina é apontada pela polícia como rota de tráfico de animais silvestresCem aranhas caranguejeiras e oito jibóias foram encontradas pelos Correios dentro de uma caixa de papelão. Os animais que iam pra São Paulo, foram apreendidos em Florianópolis.

De acordo com a Associação Brasileira Veterinária de Animais Selvagens, a negociação ilegal de animais é a terceira maior no mundo, perdendo só para a de armas e drogas. A Polícia Ambiental de Santa Catarina registrou 1.987 ocorrências de crimes contra a fauna até agosto deste ano. A Polícia Federal (PF) catarinense informa que, só neste ano, foram apreendidos cerca de 400 bichos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foram encontrados em torno de 1,2 mil animais nativos no tráfico ilegal. No Vale do Itajaí, 150 foram retidos em dois dias, na operação finalizada em 30 de novembro.

As aranhas interceptadas na capital, foram recolhidas pelo Ibama e levadas ao parque Estadual do Rio Vermelho. Os filhotes de jibóias capturados foram para o zoológico em Pomerode. Até serem identificados, os animais devem permanecer no local.

O estado é apontado como um importante mercado receptor e como rota de passagem, onde os traficantes param para descansar e alimentar os animais. Mesmo assim, poucos deles sobrevivem ao percurso. As maiores vítimas no estado são os papagaios que vêm, principalmente, do Mato Grosso. Só este ano, 100 chegaram de forma clandestina, com  asas amputadas.

“Papagaios no Mato Grosso valem R$ 300. Se eu chegar com um vivo aqui no nosso estado, vale R$ 2,5 mil. É um absurdo o lucro que essas pessoas têm com esses animais”, comenta Marcelo Duarte, sub-tenente responsável pelo Núcleo de Tratamento e Recuperação de Animais Silvestres de Santa Catarina (Nutras).

Assim como as drogas e o armamento, o tráfico de animais existe porque há quem o procure. “O maior problema do tráfico é o consumo. Enquanto tu tiver o consumo, enquanto as pessoas quiserem isso, vai ter traficante. Enquanto tiver oferta e procura tu tens o traficante. As pessoas têm que parar de querer ter esses animais em casa(…)”, finaliza Duarte.

Com informações do G1.

Veggi e Tal - Receitas veganas, Veganismo e Direitos Animais
© 2012 - 2016