Ativistas pelos direitos animais participam ou apoiam as manifestações contra o aumento da tarifa no transporte público

Nesta página reuniremos informações e declarações de ativistas que participam ou apoiam as manifestações contra o aumento da tarifa no transporte público. A página será atualizada acompanhando os acontecimentos.

Após sete dias de protestos, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito, Fernando Haddad, anunciam por volta das 18h10 a revogação do reajuste de R$ 0,20, voltando o valor da tarifa do transporte público de São Paulo para R$ 3.

Rodrigo Karagan é vegano e ativista pelos direitos animais. Abaixo, seu relato sobre as manifestações ocorridas em São Paulo nos últimos dias (17 e 18):

“Da nossa parte, não houve representatividade da causa vegana. Não sei como foi do lado do VEDDAS, não nos encontramos no meio da massa, mas dos confirmados no Sumaré, só apareceram 5. Nada espantoso, sabemos bem que a desproporção pode ser grande e muita gente tinha medo de um possível confronto com a polícia. Chegamos no Largo da Batata por volta das 18h, absolutamente lotado. Foi tudo muito bonito de se ver. Marchamos lentamente pela Faria Lima, o clima super positivo. Não creio haver muito a dizer sobre os momentos típicos desse protesto, pois você já deve ter lido muitos relatos. Por onde passei vi o que todos viram: gritos, refrões, cartazes, rostos pintados, faixas, etc. Foi cansativo, mas chegamos à Estaiada com sensação de dever cumprido (afinal, ao que consta esse era o objetivo do dia). Cansativo, mas motivador.

A terça já me pareceu diferente.

Sobre a separação do grupo em dois:
Estava lá com uma amiga no exato momento em que os grupos se dividiram, inclusive até ficamos na dúvida se ficaríamos na prefeitura ou se seguiríamos a maioria em direção ao Pq Dom Pedro. Foi o que fizemos. De lá voltamos à Sé e seguimos, via Brigadeiro Luis Antonio, rumo à Paulista. Tudo na mais perfeita ordem e tranquilidade, não vi em momento algum nenhum vandalismo, e eu estava atento a isso, já que por estarmos no centro, a possibilidade de tensão é maior. Nada, tudo em ordem. Única ressalva foi a invasão do Metrô Consolação. Um usuário com cartão sem crédito bloqueou uma catraca; a turba atrás entendeu que houve agressão da segurança (não houve, foi apenas cartão sem crédito) e pressionou para furar os bloqueios de vidro. Em segundos, centenas foram praticamente empurrados para dentro, eu no meio (juro, não tinha como sair e no calor do momento até “me deixei levar”), todos cantando freneticamente “ôôô, eu não paguei o metrô!”. Foi estranho e fascinante ao mesmo tempo ver aquela súbita violação de um dos patrimônios mais seguros da cidade. Fora isso, nada da violência ou depredação que teve no centro. Mas enfim, nada indicava serem infiltrados. Simplesmente não há liderança e o grupo se desencontrou quando cruzou a Líbero Badaró. Confrontar a prefeitura é um desafio irresistível aos mais exaltados. Tinha mesmo uma ala mais agressiva tentando insuflar a turba, eu os vi agitando. São os mesmos que ficaram na prefeitura, quase todos encapuzados e com trajes bem parecidos, lembrando manifestantes islâmicos.

Falta de liderança
Alguém com voz forte, presença física, espírito de liderança, um bom discurso inflamado e um potente sistema de PA ali seria o rei da massa. Ele simplesmente poderia fazer o que quisesse que todos obedeceriam, tão desnorteados estávamos, avançando um tanto sem propósito em direção à Paulista.

Sobre a legitimidade ou não da violência
Visto através de uma perspectiva histórica daqui, digamos, 20 anos, o Ato (já em letra maiúscula) estará coroado pela glória caso alcance final vitorioso; será solenemente relegado a notas de rodapé em retrospectivas da década, caso contrário. Na primeira hipótese, a violência, os saques e as depredações serão explicados em tons favoráveis como “fins justificam os meios”, “raiva compreensível”, “desforra pelos abusos”, “cansados da impunidade”, “repúdio à corrupção” e, o melhor, “por uma causa justa”. No segunda, eles serão evidenciados como exemplo da ignorância do povo brasileiro e tachados sob alcunhas nada elogiosas como “barbárie”, “vandalismo”, “incivilidade” e afins. Detalhe importante: a responsabilidade dos atos não será mais dos manifestantes; será do “povo brasileiro” no todo. Desconfio que um fatídico tiro e suas imprevisíveis consequências poderão selar o destino desse protesto. Sem querer ser dramático demais.”

LIBERTAÇÃO ANIMAL! Veganxs de SP no 5º ato contra o aumento das passagens LIBERTAÇÃO ANIMAL! Veganxs de SP  contra o aumento das passagens

20/06/2013  às 16:00 hrs
Mais informações, acesse a página do evento no Facebook.

 

 

 

nesta segunda-feira venha para a RUANessa segunda-feira – animalistas, venham para a RUA!!!

Quinta-feira, 20 de junho – animalistas, venham para a RUA!!! Acesse a página do evento no Facebook.

 

 

 

 

 18/06/2013

Sexto Grande Ato Contra o Aumento de Passagens em São Paulo –  Praça da Sé, 17hrs (clique para acessar a página do evento no Facebook)

16/06/2013

 

Movimento NÃO MATE – 16/06/2013

movimento NÃO MATE sobre os protestos contra o aumento da tarifa no transporte publico“Contra ou a favor das manifestações, é ingênuo tratar um tema tão complexo com um fervor que suprime o pensamento crítico, afinal, a reflexão sobre os rumos de qualquer movimentação social se faz necessária sempre.

É impossível não notar que o debate político no pais se tornou intenso e que, pela primeira vez, gerações mais novas, desacostumadas a reivindicar fora do ambiente virtual, buscam o grito de guerra mais adequado para acordar as ruas, enquanto o Estado, já esquecido dos grandes chacoalhões populares, tenta salvar a ordem na base da cacetada.

São inúmeros os argumentos em favor dos protestos, muito além dos tais “3,20”, em contrapartida, o que ainda se discute entre a maior parte da turma do contra, em conversas de metro por exemplo, é que a manifestação se invalida quando quem protesta contra o aumento “pode pagar mais caro no ônibus” ou ainda: “isso é coisa de filhinho de papai que não tem por que se indignar”.

O que, a primeira ouvida, parece uma tomada de consciência da classe oprimida, se mostra uma grande equívoco com base na alienação. Seguindo essa lógica, seria hipócrita reivindicar melhorias no ensino publico caso se tenha condições de pagar uma escola particular. Nesse caso, é mais coerente torcer para que as escolas públicas continuem campos de batalha. Quem pode pagar um plano de saúde, então, deve vibrar com o fato dos hospitais públicos serem grandes moedores de carne humana. E assim por diante, cada um cuidando do seu.

No Brasil somos estimulados a olhar apenas para o próprio umbigo e, quando muito, se indignar baixinho. Somos filhos da cultura do medo, de grande eficiência pro surgimento e manutenção de “reclamões passivos”.

Mas o que os direitos animais tem a ver com isso? Muita gente acha estranho um projeto como o NÃO MATE, apoiar diretamente movimentos que atuam em frentes como: direitos LGBT, direitos da mulher, povos indígenas, entre outros. A questão é que, independente da bandeira, direitos são direitos e violência é violência. Não somos da turma que olha só pro próprio umbigo pois julgamos um desperdício de força política (e uma incoerência ética) diferentes causas que lutam pelo mesmo ideal não se unirem. A partir disso, o que dizer da segmentação dentro de uma mesma causa? O movimento pelos direitos animais é extremamente fragmentado, talvez tenha chegado a hora de repensar nossas estratégias como grupo para fortalecer, a cada dia mais, nossa luta.”

(O movimento NAO MATE está participando das manifestações contra o aumento da tarifa no transporte em São Paulo.)

George Guimaraes (Veddas)14/06/2013

George Guimarães - ONG Veddas“Fui questionado sobre o motivo para o VEDDAS estar “desviando” o seu foco dos direitos animais: “primeiro foi para as florestas, agora é contra o aumento nas passagens de ônibus”, disseram, como se o primeiro não afetasse também aos animais não-humanos e o segundo se limitasse meramente a discordar de um aumento de 20 centavos no valor da passagem.

Em primeiro lugar, quem coloca a questão não consegue compreender que o movimento pelos direitos animais é um movimento de justiça social, compartilhando de todas as semelhanças de luta, caminhos e desafios que são peculiares aos movimentos sociais. Por consequência, quem questiona a nossa participação ativa em outros movimentos sociais também está longe de compreender que, se uma parcela dos movimentos sociais se esquiva de participar dos protestos atuais contra o retrocesso socioambiental brasileiro e deixe de perceber e lutar contra a criminalização do movimento contra o aumento das passagens de ônibus, quando for a vez dessa parcela colocar em foco o seu tema, esse será reprimido com o ganho de força permitido pela omissão no tratamento dos temas atuais, enfraquecidos pela ausência de algumas participações ativas.

A mídia e as (outras) forças repressivas já fazem um bom trabalho para destacar os exageros e assim tirar o foco daquilo que motiva as reivindicações. Cabe a nós, ativistas socioanimalista-ambientais, enaltecermos o foco sobre a defesa dos direitos e reconhecermos aqueles que deixaram a sua zona de conforto para estar nas ruas, quer eles concordem ou não com as depredações, quer eles participem ou não desse movimento no seu dia-a-dia. Se a luta é por direitos, ela deve ter o nosso apoio e participação, que é exatamente o que desejaríamos deles em relação às reivindicações específicas do nosso movimento.

Um movimento que se cala diante de outras injustiças não é um movimento. Um movimento que não compadece com outras lutas, é um movimento que não sabe o que é lutar. No que diz respeito particularmente ao VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade), não é por acaso que a sigla foi cunhada com a inclusão dessa última letra.”

 

LIBERTAÇÃO ANIMAL! Veganxs de SP no 5º ato contra o aumento das passagens LIBERTAÇÃO ANIMAL! Veganxs de SP no 5º ato contra o aumento das passagens

Segunda-feira,  17/06/2013  às 16:00 hrs
Mais informações, acesse a página do evento no Facebook.

 

 

nesta segunda-feira venha para a RUANessa segunda-feira – animalistas, venham para a RUA!!!

Segunda-feira,  17/06/2013  às 18:00 hrs, em São Paulo. Acesse a página do evento no Facebook.

 

 

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