Rastreamento do vírus

Dr. phil. Sônia T. Felipe

Sônia T FelipeDesde o ano passado havia notícias, ainda que esparsas, sobre casos estranhos de pneumonia que não respondiam com os tratamentos usuais. Alguns casos ocorreram com militares nos EUA. Depois tudo sumiu das notícias, até que em dezembro uma pneumonia de etiologia desconhecida se tornou frequente em pacientes chineses da cidade de Wuhan, capital de Hubei, no Centro do país. Mas antes disso foi a vez de mortes de usuários dos cigarros eletrônicos, algo até hoje não explicado.

Passados uns três meses da então ainda chamada epidemia, começaram as falsas acusações contra os chineses, as alegações de que eles teriam fabricado o SARS-CoV-2 em laboratório e, por acidente ou má fé, o coiso teria se alastrado.

A Organização Mundial de Saúde, finalmente, enviou dois de seus cientistas para Wuhan, isso em 11 de julho, para organizar com os cientistas chineses um plano de rastreamento do vírus que por primeiro os afligiu na forma de uma epidemia. Foram quase três semanas de trabalhos, as duas primeiras em modo online, porque os cientistas da OMS tiveram que cumprir a quinzena de isolamento com testes dando negativo para a COVID-19, antes de cruzarem fisicamente com os colegas chineses. Conferências e mais conferências online foram trocadas entres os cientistas chineses e os da OMS até o dia 3/8/20, quando a missão foi dada por encerrada.

Agora, a China e todos os demais países que têm respeito pela OMS serão submetidos ao rastreamento de todo o arquivo de dados sobre o vírus, desde os lugares onde houve surtos, ao movimento dos contaminados, tipo de abordagem feita aos pacientes, aos seus contatos, e, principalmente, os dados de milhões de vírus coletados dos testados positivos. Será por essa via, além das análises do material coletado de quem teve aquela estranha pneumonia pelo mundo afora, em 2019, ou mesmo antes. Há cientistas que já declararam que é possível que esse vírus tenha estado latente por uma década até arrebentar as bordas e espetar suas lanças em células humanas.

A China atendeu aos investigadores da OMS. Agora, conforme declararam ontem (Global Times, 3/8/20) aquelas autoridades epidemiológicas, espera-se que os demais países sejam submetidos ao mesmo padrão de rastreamento de seu banco de dados virais e de outros dados armazenados, ambientais e animais, que possam ajudar a encontrar o “paciente zero”. Se ele estiver morto, é preciso rastrear cada contato desse paciente em suas últimas semanas de vida. Trabalho para os detetives epidemiologistas. A chave para tal será a montagem da galeria viral mundial, para encontrar a imagem menos mutada da sequência, essa pode ser a da cepa matriz viral da qual o resto foi replicado. Ao todo, são cinco matrizes do coronavírus. O único laboratório do mundo que tinha as cinco cepas era o Fort Derick, de Maryland, um laboratório de armas biolóticas das Forças Armadas Estdunidenses. Que se saiba, nenhum outro do mundo tinha os cinco moldes virais.

Em 3/8/20, cientistas russos declararam que encontraram traços no vírus que confirmam sua condição evolutiva natural, derrubando a fake news espalhada por vários países negligentes no trato da pandemia, de que o vírus seria um artefato “chinês”. A ver no que as investigações da OMS vão dar. Temos aí uns três anos de espera pela frente, a menos que algum arquivo ultrassecreto seja aberto e se descubra que quem aponta o dedo para a China é o pai da criança.

A China fez o bambambam calar a boca, quando exigiu, em primeiro lugar, que as carteiras de saúde dos 300 militares que estiveram lá nas Olimpíadas de Wuhan, entre 18 e 27 de outubro de 2019 (Asia Times; Brasil de Fato, 18/3/20), fossem apresentadas a ela, por conta da coincidência da explosão do surto apenas um mês depois dos tais jogos olímpicos e por conta de algumas internações de atletas com sintomas que hoje se sabe serem da COVID-19, durante os jogos. Mais recentemente, exigiu que os que a caluniam expliquem qual foi o acidente ocorrido em um dos laboratórios de segurança máxima, produtor de armas biológicas, fechado de supetão, no ano passado, com uma série de denúncias contra ele, seja pela alta incidência de câncer na população vizinha, seja por dezenas de casos da estranha pneumonia letal. O tal do laboratório é o Fort Detrick (vejam Brasil de Fato, 18/3/20, artigo de Pepe Escobar; Canaltech, 8/8/19 e outros artigos).

Muita água já rolou por debaixo das pontes, desde outubro de 2019. Outras tantas rolarão até que nos seja revelada a verdadeira fonte viral.

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